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60 presentes no lançamento de Flavia Valle para vereadora do MRT pelo PSOL em Contagem

A maioria eram trabalhadores e estudantes da cidade, que expressaram o entusiasmo em serem protagonistas da campanha de Flavia. Professores, trabalhadoras precárias da educação e terceirizadas, operários metalúrgicos e siderúrgicos, e estudantes secundaristas, da UFMG e da PUC estiveram presentes fortalecendo uma voz anticapitalista em Contagem. O lançamento contou também com a saudação de outras correntes de esquerda da cidade, como PSOL e o MAIS.

segunda-feira 29 de agosto| Edição do dia

Foram dezenas de pessoas que há semanas vinham apoiando a candidatura de Flavia e se colocando como uma voz anticapitalista. A atividade foi composta por muitos trabalhadores, que somaram 35% dos presentes, sendo 16% de operários metalúrgicos e siderúrgicos, que foram parte da organização da atividade junto a estudantes e professores e lá puderam colocar sua voz contra a exploração capitalista.

O amplo apoio de cada um se transformou em força militante para somar mais vozes e braços para a campanha. Esse protagonismo se expressou em depoimentos espontâneos de trabalhadores, que declararam seu apoio mostrando como essa campanha potencializa as forças para enfrentar toda forma de opressão, os privilégios dos políticos e a ganância capitalista.

A atividade teve início com importante saudação dos estudantes. Mariana, estudante da E.E. Helena Guerra e Daniel, jovens secundaristas, que colocaram suas vozes anticapitalistas para, junto com Flavia, lutar contra projetos como o projeto “Escola Sem Partido” e pelo direito de ser e amar quem desejam.

Pammella, coordenadora do Diretório Acadêmico da Biologia da UFMG e Clarissa, estudante da PUC, reforçaram como estudantes universitárias a importância de apoiar uma candidatura que é intransigente em defesa da educação pública, que luta pelo fim do vestibular e pela estatização das universidades privadas, para que toda juventude tenha oportunidade de estudar.

O lançamento contou com a presença de Monique Pacheco, candidata a prefeita de Contagem pelo PSOL, de Stella Oliveira, presidente regional do PSOL-Contagem e do movimento MAIS. Stella Oliveira fez a saudação em nome do partido, levantando a importância de uma mulher, jovem e professora entrar na vida política e tomar para si desafios como lançar uma candidatura anticapitalista que questiona um espaço majoritariamente ocupado por homens, com candidaturas à serviço dos empresários. Márcio, do MAIS (Movimento por uma Alternativa Independente e Socialista) saudou a candidatura de Flavia colocando a importância do MRT ter travado uma luta contra o impeachment desde o começo do golpe institucional, de um ponto de vista independente do petismo.

Uma das mulheres que esteve na linha de frente da greve dos servidores municipais da educação contra os ataques do prefeito Carlin Moura do PCdoB, Tassia Arcênio, assistente escolar, mostrou que a força do apoio e presença militante de Flavia junto à greve da educação municipal, que foi a maior do ano na cidade, é uma expressão pequena do que poderia ser potencializado com um cargo a vereadora que se coloca junto e a serviço das lutas dos trabalhadores e da juventude na cidade.

O lançamento contou também com a presença de Danilo Magrão, candidato a vereador do MRT em Campinas, para mostrar que o programa defendido pelos candidatos do MRT é inspirado nas candidaturas da Frente de Esquerda e dos Trabalhadores da Argentina (FIT), em que os deputados eleitos pelo PTS recebem o mesmo salário de uma professora, doando o restante para as lutas, e estiveram junto aos trabalhadores em suas lutas, sofrendo a repressão junto a eles.

Impulsionados pela paixão de uma campanha militante professores fizeram seus depoimentos. Patrícia Duarte, professora de filosofia da rede estadual, mostrou o que é ser uma voz anticapitalista, dizendo que

Ser anticapitalista é estar contra tudo aquilo que nos oprime e não nos permite ser quem somos até o fim, é questionar a vida subordinada às relações financeiras, é colocar o ser acima do ter.

Vidigal, professor de educação física, também deu seu depoimento:

Tenho 33 anos e nunca votei por não acreditar nas eleições. Esse ano vou aprender a votar porque eu acredito na Flavia, acredito em todos vocês que estão aqui e nessa perspectiva que é defendida. Isso e todas as atividades que eu já participei com o MRT, tudo reacende uma chama dentro de mim.

Por fim, Flavia Valle disse:

Começamos muito bem nossa campanha e temos que fazer ecoar cada vez mais vozes. Essa campanha é diferente. Diferente das campanhas dos partidos da ordem como o PMDB, PSDB, PT e PCdoB nós não temos grana de empresários, não temos privilégios, não temos carro de som, mas a gente tem uma coisa que eles não tem, que é a força militante de cada um de vocês. Eu lanço um desafio que é cada pessoa aqui presente se assumir como um candidato como eu, e levarmos juntos para todos os cantos dessa cidade as ideias dessa campanha anticapitalista

Finalizou agradecendo presença de cada professor, operário, trabalhadores do call center, estudante secundarista, universitário, moradores da cidade, familiares, que dão o corpo dessa campanha anticapitalista e militante, denunciando as restrições às forças da esquerda nessas eleições e impulsionando cada pessoa presente e cada apoiador a levar a frente nas escolas, fábricas, bairros as ideias e a paixão concentrada nessa campanha anticapitalista para somarmos cada vez mais vozes.

Flavia Valle, se eleita, seguirá vivendo com o salario de professora e doará o restante para as lutas dos trabalhadores e da juventude.

Veja abaixo na íntegra a fala de Flavia, que emocionou todos os presentes.




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