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ELEIÇÕES CPERS

6 Motivos para votar na Chapa 1 - Oposição em Caxias do Sul

ELEIÇÕES CPERS - Conheça 6 motivos para votar na Chapa 1 - Oposição - Independência e Luta, para o 1º Núcleo de Caxias do Sul. Em meio a um enfraquecimento do nosso sindicato no último período, com uma diminuição expressiva na quantidade de associados desde a traição da greve de 2015, temos a tarefa de reerguer o nosso sindicato para a luta.

quarta-feira 14 de junho| Edição do dia

1. Por um sindicato que organize a luta contra Sartori

A quantidade de ataques que nossa categoria vem sofrendo é enorme. Apenas essa semana foram fechadas mais de 2 mil turmas no estado, redução de um pouco mais de 5%. Não bastassem os anos sem reajustes dignos, agora temos salários parcelados, sobrecarga de trabalho aumentando, IPE não funcionando direito... Acontece que o governo quer descarregar a crise econômica nas costas dos trabalhadores, poupando os ricos. A única maneira de derrotar esse plano de ajustes é através da nossa mobilização independente. Precisamos de um sindicato que organize de fato a luta contra esse governo, organizando desde as bases da categoria uma forte mobilização que derrube Sartori e avance para que nós não paguemos a conta dessa crise. Se a atual gestão (PT e PCdoB) já mostrou a sua falência ao trair a greve de 2015, como se comprovou na fatídica assembleia do Pepsi On Stage, é verdade que precisamos de uma renovação na direção central e regional de Caxias do Sul. À época, os dois maiores núcleos do estado, 38º e 39º, perderam a oportunidade de impor à direção central a continuidade da luta. Precisamos de uma ferramenta de luta e combativa de verdade!

2. Por um sindicato que organize a luta contra Temer e as reformas

As reformas da previdência e trabalhista são alguns dos maiores ataques à classe trabalhadora brasileira dos últimos tempos. O Congresso e a Justiça já comprovaram que não estão do nosso lado, temos que confiar apenas em nossas próprias forças. Sozinhos nós professores não conseguimos derrotar Temer, mas em unidade com outras categorias do país, construindo uma greve geral ainda maior do que a que vimos no dia 28 de Abril, podemos derrubar as reformas, Temer e avançar contra os políticos que querem tirar o nosso couro. O caminho para isso é tomar em nossas próprias mãos a construção da greve geral do dia 30 de Junho, a partir de comitês de base que organizem a luta, unifique pela base a comunidade escolar, e não deixe para as burocracias sindicais, da Força, UGT, CUT e CTB, decidir à portas fechadas o rumo dessa mobilização.

3. Por um sindicato sem burocratas!

Precisamos de um sindicato em Caxias do Sul que esteja conectado com a realidade dos professores e do conjunto dos educadores, não podemos aceitar burocratas encastelados no nosso sindicato. Gestão após gestão vemos dirigentes liberados a anos, com vários privilégios e que se acomodam se distanciando cada vez mais da categoria e se acomodando sem luta. Parte do nosso programa para combater a burocratização do sindicato é a rotatividade da liberação dos diretores sindicais, fazendo com que não se reproduza dentro de nosso sindicato qualquer tipo de privilégio ou acomodação do tipo que vemos nos sindicatos patronais, combatendo dessa forma a burocracia e aproximando a nossa direção da base da categoria.

4. A luta deve ser organizada pela base.

A cada mobilização ou greve que entramos nós vemos se reproduzir o mesmo problema: a direção da greve distante da base da categoria. Atualmente o comando de greve, instância máxima de organização da greve, é composto majoritariamente pela direção do sindicato (51%) e o restante dividido entre as correntes políticas. Para além de impedir com que as vozes dos independentes e da base da categoria possa se expressar, essa composição garante que a direção do sindicato controle para sempre o comando de greve. Defendemos que o comando de greve seja composto por representantes eleitos nas assembleias regionais, de forma a aproximar a base da categoria com a direção da mobilização. É com esse tipo de democracia que queremos construir tanto o 1º Núcleo do CPERS, em Caxias, quanto o movimento geral da nossa categoria.

5. “Renovação” de verdade é com a Chapa 1 - Oposição Independência e Luta

Outras duas chapas concorrem às eleições do 1º Núcleo de Caxias do Sul. A Chapa 2 é composta pelo PT, PC do B e independentes. A Chapa 3 é composta por alguns setores e ligada à CS. Nenhuma delas de fato apresenta alguma renovação com relação à antiga gestão do 1º Núcleo ou sequer um programa que se diferencie no concreto das outras chapas. A Chapa 2 é a continuidade da atual gestão da direção central. São as mesmas correntes que há anos burocratizam o sindicato, paralisam a categoria e nos traíram em 2015 quando estávamos no auge da greve e a direção atropelou a categoria de maneira autoritária e antidemocrática. A nível federal, o PT e o PCdoB estão preparando terreno para o desvio da luta contra Temer, retirando do centro das greves a luta contra as reformas e pouco a pouco colocando Diretas Já como solução, sendo que todo esse movimento serve na verdade para eleger Lula em 2018. Não podemos aceitar esses mesmos grupos políticos na direção do nosso sindicato em Caxias do Sul.

A Chapa 3, por outro lado, não está interessada em organizar a resistência de maneira unificada. Enquanto nós batalhamos pela unificação da oposição, a nível estadual e regional, a CS decidiu dividir a oposição visando apenas uma disputa de aparatos, se retirando da convenção da oposição unificada após ter perdido no voto. Dessa forma eles dividiram a oposição, abrindo espaço para a burocracia da CUT e CTB. Com uma série de pontos programáticos que nos diferenciam das outras chapas, contra a burocratização do sindicato, em defesa da democracia na categoria e por um sindicato de luta e combativo, contra as reformas de Temer e os ataque de Sartori, a Chapa 1 - Oposição Independência e Luta é a única chapa que em Caxias do Sul pode apresentar uma alternativa de fato.

6. Para direção central, vote chapa 1 também!

Apesar de termos várias diferenças com a atual direção da Chapa 1 para direção central, como o MLS e o CEDES, estamos compondo chapa conjuntamente como parte da luta contra a burocracia da CUT e CTB na direção central. Infelizmente a unificação da oposição não foi possível, tendo a CS e outros grupos abandonado a unificação por uma mera disputa de aparatos. Tal unificação, assim como ocorreu em São Paulo e obteve um ótimo resultado, elegendo inclusive uma série de direções regionais, poderia ser um ponto de apoio para um embate mais decidido contra a atual direção que vem traindo a categoria. Mas nós professores da Chapa 1, tendo o Movimento Nossa Classe como parte dessa chapa, batalhamos até o final para a unificação.

Hoje temos acordos gerais com a atual direção da Chapa 1, mas diferenças expressivas, como as que ocorreram durante a greve de 2015 onde setores importantes da Chapa 1 poderiam ter feito uma diferença através do 38º e 39º núcleo. No momento, por se tratar de dois dos maiores núcleos da categoria e dirigidos pela oposição, o silêncio e a ausência de medidas efetivas que pudessem dar continuidade à greve à revelia da decisão burocrática da direção na assembleia permitiu a direção enterrar de vez o movimento. Apesar dessa e tantas outras diferenças programáticas, queremos abrir um debate entre o conjunto do movimento sobre quais rumos tomar daqui pra frente, sobre os nossos pontos programáticos que não deixam o combate ao burocratismo apenas nas palavras, sobre a necessidade de se criar um novo tipo de sindicalismo de base que organize a categoria para os embates que teremos pela frente no próximo período, contra Sartori, Temer, as reformas e todos os ataques que estão sendo feitos à classe trabalhadora.




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