Política

ELEIÇÕES 2016 - SEGUNDO TURNO

55 cidades, sendo 18 capitais, terão segundo turno

Um total de 55 municípios pelo país, sendo 18 capitais de estado, não definiu as eleições para prefeito no primeiro turno e terá que definir entre os dois nomes mais votados no segundo turno. As capitais são: Aracaju-SE, Belém-PA, Belo Horizonte-MG, Campo Grande-MS, Cuiabá-MT, Curitiba-PR, Florianópolis-SC, Fortaleza-CE, Goiânia-GO, Macapá-AM, Maceió-AL, Manaus-AM, Porto Alegre-RS, Porto Velho-RO, Recife-PE, Rio de Janeiro-RJ, São Luís-MA e Vitória-ES.

segunda-feira 3 de outubro| Edição do dia

Em oito delas os atuais prefeitos ficaram na frente no primeiro turno e irão disputar com os concorrentes. Na cidade de Recife o atual prefeito, Geraldo Julio (PSB), quase venceu ainda ontem, angariando 49,34% (430.997) dos votos válidos. Agora, ele terá que enfrentar João Paulo (PT), que obteve 23,76% (207.529). Em Belém, o atual prefeito Zenaldo Coutinho, do PSDB, se enfrentou palmo a palmo com Edmilson, candidato do PSOL: o primeiro obteve 31,02% dos votos (241.166) contra 29,50% (229 343) de Edmilson. Fortaleza terá um segundo turno disputado entre o prefeito Roberto Claudio (PDT), que teve 40,81% dos votos (524.973) e o Capitão Wagner (PR), que somou 31,15% dos votos (400.802). Macapá levou ao segundo turno o atual prefeito Clécio (hoje na REDE, mas eleito pelo PSOL) que atingiu 44,59% (95.129) dos votos e tenta a reeleição contra Gilvam Borges (PMDB), que conquistou 26,37% (56.256) dos votos.

Maceió terá uma disputa entre dois candidatos golpistas: Rui Palmeira (PSDB), com 46,86% (197.134), enfrentará Cícero Almeida (PMDB), que ficou com 24,73% (104.036) dos votos. O mesmo ocorre em Manaus, com Artur Neto (PSDB), que tenta se manter no cargo após conquistar 35,17% (364.487) dos votos no primeiro turno, seguido por Marcelo Ramos (PR), com 24,86% (257.698).

Em São Luís, a disputa no dia 30 de outubro será entre o prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT), que somou 45,66% (239 737), e Eduardo Braide (PMN), que teve 21,34% (112.041) dos votos. Quanto a Vitória, a disputa está entre o prefeito Luciano (PPS) e Amaro Neto (SD). O atual mandatário teve 43,82% (81.315) contra 35,32% (65.554) do seu opositor.

Na cidade de Belo Horizonte, um fato curioso é que a disputa no segundo turno será entre dois candidatos ligados ao mundo do futebol. João Leite (PSDB), primeiro colocado no primeiro turno com 33,40% (395.952) é ex-goleiro do Atlético-MG, clube que seu opositor, Alexandre Kalil (PHS) já presidiu. O ex-dirigente vai para o segundo turno com 26,56% (314.845) dos votos. 

No Rio de Janeiro, ocorre a principal disputa em que participará um candidato da esquerda: o bispo Marcelo Crivella (PRB) acabou o primeiro turno na frente, com 27,78% (842.201) e enfrentará Marcelo Freixo (PSOL), que somou 18,26% (553.424) dos votos. Em Florianópolis, Gean Loureiro (PMDB), com 34,15% (98.051) votos enfrentará Angela Amin, que contou com 24,57% (60.959) dos votos da capital catarinense.

Em Goiânia, o experiente Iris Rezende, com 82 anos, foi o mais votado no primeiro turno e enfrentará Vanderlan (PSB). Iris, que já foi prefeito da cidade e ministro no governo Sarney e FHC, teve 40,47% (277.074) dos votos, enquanto Vanderlan apareceu com 31,84% (217.981) votos. Na capital gaúcha, Nelson Marchezan Junior (PSDB) teve 29,84% (213.646) dos votos em Porto Alegre e disputará o segundo turno com Sebastião Melo (PMDB), que somou 25,93% (185.655).

O equilíbrio foi grande em Porto Velho. Doutor Hildon (PSDB), que não aparecia entre os primeiros colocados nas pesquisas, ficou em primeiro lugar com 27,20% (57.954) e enfrentará Leo Moraes (PTB), candidato votado por 26,12% (55.656) dos eleitores rondonienses. O terceiro lugar foi Doutor Mauro com 24,15% dos votos. 

Já em Cuiabá, a disputa fica entre Emanuel Pinheiro (PMDB), que somou 34,15% (98.051) contra Wilson Santos (PSDB), dono de 28,40% (81.531) dos votos da cidade.

Além das 18 capitais, 37 cidades também terão segundo turno. São elas: Anápolis (GO), Bauru (SP), Blumenau (SC), Canoas (RS), Cariacica (ES), Caruaru (PE), Caucaia (CE), Caxias do Sul (RS), Contagem (MG), Diadema (SP), Duque de Caxias (RJ), Franca (SP), Guarujá (SP), Guarulhos (SP), Jaboatão (PE), Joinville (SC), Juiz de Fora (MG), Jundiaí (SP), Maringá (PR), Mauá (SP), Niterói (RJ), Olinda (PE), Osasco (SP), Petrópolis (RJ), Ponta Grossa (PR), Ribeirão Preto (SP), Santa Maria (RS), Santo André (SP), São Bernardo (SP), São Gonçalo (RJ), Serra (ES), Sorocaba (SP), Suzano (SP), Taubaté (SP), Vitória da Conquista (BA), Vila Velha (ES) e Volta Redonda (RJ).

Como ressaltado em uma primeira análise de Leandro Lanfredi, o que se demonstra é um fortalecimento do PSDB, elegendo candidatos em primeiro turno em duas capitais – João Doria em São Paulo (SP) e reelegendo Firmino Filho em Teresina (PI) – mas também levando outros oit candidatos à disputa no segundo turno. Esses candidatos em grande medida tentam se desvencilhar da profunda crise do regime político com a fórmula que emplacou Doria: apresentar-se como um “gestor” e não um “político”. São políticos que seguem a risca o receituário neoliberal e se propõem a seguir a agenda golpista avançando em privatizações nas cidades.

O PT perdeu muito espaço: se em 2012 rivalizava com PSDB nas principais capitais, nesse ano só conseguiu reeleger um candidato no primeiro turno (Marcus Alexandre, em Rio Branco – AC) e mandar um para a disputa em segundo turno (João Paulo, no Recife – PE). Diversos políticos debandaram do PT para se desvencilhar de sua desgastada imagem, como em Osasco e João Pessoa.

Segue uma eleição onde o poder das grandes empresas predomina na disputa, com um grande número de empresários que são candidatos ao segundo turno ou prefeitos já eleitos que mostra como o antidemocrático regime político segue dominado pelos patrões.




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