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500 estudantes se manifestam contra Bolsonaro em Natal e chamam comitês de base

Na capital potiguar, Natal (RN), um ato com mais de 500 estudantes marchou pelas ruas denunciando Bolsonaro, seus ataques aos trabalhadores, estudantes e professores, e as suas organizações de luta.

Ítalo Gimenes

Campinas

quinta-feira 1º de novembro| Edição do dia

O ato se reuniu em frente ao shopping Midway, onde realizaram jogral para dialogar com a população das ruas, denunciando o processo eleitoral anti-democrático, controlado pelas ações do judiciário, que favoreceu a vitória do ultradireitista Jair Bolsonaro (como comprovou Moro ao aceitar prontamente ocupar o superministério do novo governo).

Além disso, cantaram palavras de ordem denunciando a sua proposta de Reforma da Previdência, que além de copiar aspectos nefastos da proposta de Temer, como a idade mínima de 65 anos, promete ir ainda mais fundo nesse ataque ao direito a aposentadoria. Repudiaram desde o início a votação do projeto “Escola sem Partido”, a lei da mordaça em sala de aula, que ocorria ontem, mas que foi suspensa.

Uma lei que permitiria a perseguição de professores e alunos nas escolas e universidades, tornando legal uma prática criminosa da extrema-direita de ameaçar e perseguir o debate crítico e de gênero e sexualidade em sala de aula.

Os estudantes de Ciências Sociais da UFRN foram em bloco votado e impulsionado pelo comitê de estudantes do curso, carregando uma faixa com os dizeres: “Trabalhador fica ligeiro, Bolsonaro quer seu 13º / Para lutar: comitês de base em cada local de trabalho e estudo”.

O ato havia sido convocado pela UNE, UBES e UMES, que portavam bandeiras durante a manifestação. Em diálogo com os estudantes presentes e com a população nas ruas e ônibus, Marie, estudante de ciências sociais da UFRN, do Esquerda Diário e do MRT, falou no carro do som sobre a necessidade de serem erguidos comitês em cada local de trabalho e estudo, tal esses estudantes fizeram no curso de sua universidade.

Terminou cobrando a responsabilidade que a UNE e suas demais entidades de representação dos estudantes, presente em cursos nas IFs, universidades privadas e públicas de Natal e do país, tem de organizarem esses comitês nos cursos e colégios que tem representação estudantil. Em resposta, representantes da entidade presentes no ato afirmaram que iriam construir comitês, o que até o fechamento dessa nota parecem ter sido palavras sem compromisso sério. Assista ao vídeo:

O PT, que no nosso estado venceu as eleições com Fátima Bezerra, tem se posicionado nacionalmente de contrária a necessidade dos trabalhadores e jovens que apoiaram a campanha de Haddad de que devem se organizar para lutar nesse momento. Lula declarou que é momento de esperar abaixar a poeira, quando diversos setores se organizaram inclusive para fazer campanha para o Haddad e demonstraram disposição de avançar nesse momento.

Um discurso que só serve às intenções intensões expressas por Haddad ao saudar Bolsonaro e sua “vitória democrática”. Fingem que o golpe passou nessas eleições, que elas foram democráticas, quando a prisão de Lula e toda a proscrição de sua candidatura, expressaram a mais vil manipulação judicial desse processo, que cassou o direito de voto de milhões, especialmente de nordestinos, pela biometria, perseguiu as universidades que se manifestavam contra Bolsonaro.

Tudo isso a serviço de dizer que ainda restam esperanças... em 2022. Querem esperar todos esses ataques passarem, insistindo na falida estratégia de oposição parlamentar, prometendo um “governo de esquerda” daqui 4 anos.

No ato, o Esquerda Diário foi procurado por professores e estudantes interessados na organização de comitês. Entre em contato com a nossa página no Facebook e organize-se contra as reformas, a perseguição dos golpistas e de Bolsonaro!




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