Educação

REORGANIZAÇÃO EM SANTO ANDRÉ

500 alunos, pais e professores ocupam a Diretoria de Ensino de Santo André

quinta-feira 8 de outubro de 2015| Edição do dia

Alunos e professores das escolas Américo Brasiliense, Galeão, Oito de Abril, Joaquim Lúcio Filho, Inácia Teruko, Clotilde Peulso, Adamastor de Carvalho, Wanda Bento, Inah de Melo, Fioravante Zampol, Ondina, Adib Chammas, Celso Gama, Clotilde Peluso, Inácia Teruko, João Baptista, José Augusto de Azevedo Antunes, Carlos de Campos e Carlina Caçapava, marcharam até a Diretoria de Ensino de Santo André exigindo que esclarecimentos fossem dados sobre o projeto da reorganização escolar anunciado pelo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin.

A concentração foi no Américo Brasiliense, escola tradicional de Santo André que está sob a ameaça de fechamento com as novas diretrizes do governo, assim como outras escolas da região.

As alunas Yngrid e Gabriela estudantes do Américo disseram ao Esquerda Diário por que são contra seu fechamento “Estamos no segundo ano aqui no Américo, moramos em São Mateus, tenho 16 anos e viemos aqui por ser uma escola central, com bons professores, e as escolas perto de casa estão super lotadas e queremos estudar em uma escola melhor. Essa notícia de que a escola vai fechar deixa a gente preocupada, por que não sabemos o que será do nosso futuro. Gostamos daqui, por que tem que ser mais comprometido com a educação para sair do bairro e vir até o centro pra poder estudar, e agora essa ameaça de fechar a escola nos deixa com medo”.

Os manifestantes ocuparam a Diretoria de Ensino por duas horas enquanto uma comissão formada por professores de diversas escolas, pais e alunos, fez uma reunião com a dirigente de ensino da cidade. A mesma declarou que não falará sobre as mudanças até dia 14 de outubro, data marcada para iniciar as reuniões com os diretores das escolas, que podem, ou não, informar a comunidade, mas afirmou : " A reorganização acontecerá em Santo André" . A data oficial para iniciar o debate com a comunidade escolar é 14 de novembro. Assim, fica claro que o governo do estado segue com o mesmo plano antidemocrático de não discutir com a comunidade escolar a série de mudanças que impactará sua vida.

Maurício, aluno do 1 ano do Ensino médio da E.E. Adamastor de Carvalho explicou que em sua escola “somos todos contra, por que vivemos numa democracia e temos direito de opinar sobre o assunto, é algo que vai afetar a educação no país, por exemplo um pai que tem dois filhos e leva na escola, com a reorganização ele vai ter que escolher qual vai levar por que não dá para levar em duas escolas diferentes, essa reorganização é por causa da crise econômica, eles querem cortar gastos e fechar escolas, dizem que é pra melhorar a escola, mas é mentira, querem só reduzir gastos, por que antes tinha uma educação melhor, não era boa, mas hoje todo mundo questiona os governos, e isso eles não querem mais, por isso querem piorar a educação, para ter uma população burra que não contesta o governo.”

Frente a notícia de que no próximo dia 14 a Diretoria de Ensino irá apresentar a proposta de mudanças nas escolas da cidade, os manifestantes conformaram uma comissão mista de alunos e professores e começaram a convocar uma assembleia de todas as escolas para a mesma data, a assembleia será na Concha Acústica e buscará chegar a resoluções para seguir organizando a luta contra a reorganização.

Maíra Machado, diretora da APEOESP pela Oposição Alternativa, professora de Santo André, disse que “somente a unidade que estamos vendo hoje aqui, entre professores, alunos e pais poderá fazer retroceder o governo e sua política de gasto mínimo com a educação. Agora que nosso país atravessa uma enorme crise econômica já vemos demissões nas indústrias e cortes de direitos trabalhistas, os governos querem cortar gastos públicos e por isso precarizam ainda mais a educação em nome de salvar os grandes capitalistas de pagar os custos da crise. Seguiremos organizados e fazemos o chamado para que todos estejam na assembleia regional dia 14, no ato regional dia 22, e no ato dia 29 unificando uma grande mobilização em todo o estado de São Paulo




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