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Sigilo | 5 vezes em que Bolsonaro impôs (ou tentou impor) sigilo de até 100 anos para salvar sua pele

Recentemente entrou em pauta o caso de corrupção no MEC envolvendo Milton Ribeiro e os pastores ligados ao governo Bolsonaro. O presidente, para salvar sua pele das investigações, decretou um sigilo de 100 anos para o caso. Relembre outras vezes em que Bolsonaro usou de seu autoritarismo para se proteger.

sexta-feira 24 de junho | Edição do dia

1 - Pastores e MEC

O caso do ex-Ministro da Educação Milton Ribeiro tem sido um dos mais comentados dos últimos dias. Ele consiste em desvio de verba pública do MEC a pastores aliados do governo Bolsonaro. O ex-ministro foi indicado por Bolsonaro ao ministério e foi preso no dia 22 de junho. Bolsonaro imediatamente recorreu ao Gabinete de Segurança Institucional para impor sigilo de 100 anos sobre qualquer investigação sobre as reuniões que o presidente realizou envolvendo os mesmos pastores envolvidos no caso. Vale ressaltar que as investigações estão sendo conduzidas pela Polícia Federal, a mesma responsável pelo assassinato brutal de Genivaldo, e não de forma independente do governo e do judiciário bonapartista.

2 - Pazuello

Em Janeiro, o Governo também impôs sigilo a investigações envolvendo seu aliado Eduardo Pazuello. O inquérito que o inocentou apontava irregularidades em sua participação enquanto General da Ativa em comício político ao lado do presidente. O Exército o inocentou alegando que o ato “não configurava aspecto político-partidário”.
Com esta decisão, Pazuello permaneceu resguardado de qualquer acusação e ainda ocupando cargo comissionado recebendo alto salário e regalias.

3 - Matrícula de Laura Bolsonaro

De acordo com notícia do jornal A Folha de São Paulo, o exército impôs sigilo aos documentos que teriam permitido a matrícula da filha caçula de Jair Bolsonaro no Colégio Militar de Brasília, alegando que tal exposição colocaria em risco a segurança do presidente e de sua filha.
A filha de Bolsonaro, Laura, de 11 anos, ganhou uma vaga na escola sem passar pelo processo seletivo a que são submetidos meninos e meninas que pretendem entrar no ensino militar nas unidades do exército.
O Exército impôs um sigilo sobre o caso até o fim do mandato de Jair Bolsonaro.

4 - Jair Renan e Wellington Leite

O Planalto também tentou manter em sigilo dados sobre as visitas de Jair Renan, o filho caçula de Bolsonaro, também conhecido como 04, e do empresário Wellington Leite ao Palácio do Planalto. O inquérito que investigava os dois sugeria que o filho de Bolsonaro teria cometido tráfico de influência ao abrir as portas do governo para o empresário, em troca de um carro elétrico. Na mesma ocasião, o GSI também se recusou a informar os registros de entrada e saída do empresário Wellington Leite, que atua na área de créditos imobiliária e automotivo, nas dependências da Presidência da República.

5 - Compras da Covaxin

Em 2021 o Ministério da Saúde do governo Bolsonaro colocou sob sigilo os documentos referentes à compra da vacina Covaxin, da empresa indiana Bharat Biotech. Os documentos se encontram em posse da CPI da Covid no Senado Federal, que teria a função de investigar esse caso.

O contrato com a empresa Bharat Biotech foi suspenso no final de julho de 2021, quando aumentaram as suspeitas de superfaturamento na compra das doses da vacina pelo governo brasileiro. O Ministério porém afirmou que a suspensão do contrato "não caracteriza sua conclusão e encerramento".




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