Educação

ESCOLA SEM PARTIDO

5 motivos para ir ao ato contra o projeto escola sem partido

5 motivos mostrando porque você deve ir ao ato na câmara de Campinas nesta segunda-feira, 04, contra o projeto escola sem partido do vereador Tenente Santini.

domingo 3 de setembro| Edição do dia

1. O ano em Campinas começou com um feminicídio que marcou a cidade, não só pela brutalidade do assassinato de 09 mulheres de uma mesma família, mas também pela resposta que as mulheres da cidade deram ocupando as ruas contra a violência machista. As discussões em torno da defesa da igualdade de gênero para que as mulheres sejam verdadeiramente livres, nas ruas, no trabalho e nas suas relações se tornam cada vez mais necessárias, mas é isso que os golpistas, reacionários e machistas chamam de “ideologia de gênero”, e querem impedir que se debata nas escolas com esse projeto. Não podemos permitir, esse debate diz respeito a nossas vidas!

2. O projeto escola sem partido faz coro com os diversos ataques à educação que estão colocados hoje, como a Pec do fim do mundo, que limita os investimentos na educação e saúde por 20 anos e a reforma do ensino médio que quer diluir as disciplinas referentes ao pensamento crítico, como a sociologia. Em Campinas, além desses projetos, faz coro com a chamada “emenda da opressão”, projeto do vereador Campos filho que quer proibir os debates de gênero e sexualidade nas escolas. Mais uma vez, não podemos permitir!

3. O autor do projeto é Tenente Santini. Ele propôs junto com outros vereadores da cidade uma moção de aplausos à Unicamp pela punição dos estudantes que lutaram na greve pelas cotas raciais, além disso quando questionado sobre a situação dos moradores de rua disse que tem que “passar cerol” mostrando toda sua cara conservadora e reacionária. Um vereador que não tem nada a ver com os anseios da juventude e dos trabalhadores, que está junto com Jonas e Temer pra destruir nosso futuro.

4. Lutar contra o escola sem partido é lutar também contra as reformas e os ataques de Temer. Se com a força dos professores e estudantes, nas escolas e nas universidades, e dos diversos movimentos sociais e entidades da cidade conseguimos barrar esse projeto, pode se transformar num ponto de apoio importante para nos fortalecer para retomar o caminho da greve geral e barrar de vez a reforma da previdência e revogar a reforma trabalhista. Podemos retomar a confiança nas nossas forças para frear os planos dos golpistas!

5. Devemos defender uma escola livre, que acolha e seja parte da construção de um pensamento que olhe para a realidade assim como ela é, e não como os reacionários do MBL e os golpistas querem que ela seja. Não aceitamos que meia dúzia de vereadores decida sobre que debates que os professores e estudantes devem fazer nas escolas. Queremos uma educação que se proponha a transformar a realidade e esse futuro que Temer e os seus querem nos reservar. Por isso, chamamos todo jovem e trabalhador a estar na câmara de Campinas nesta segunda contra mais esse ataque.




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