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5 motivos para apoiar a greve dos professores do RS contra Sartori

A greve dos professores é um grande exemplo para toda a classe trabalhadora, para os estudantes e para todos o oprimidos que sofrem com os ataques dos governos e dos patrões. Listamos aqui alguns motivos para que todas e todos apoiem essa luta.

sexta-feira 29 de setembro| Edição do dia

1- Há mais de 20 meses a categoria recebe o salário parcelado, chegando aos absurdos R$350 no último pagamento

Você já se imaginou recebendo R$350 de salário? Isso paga a alimentação da sua família, o aluguel, a luz, o transporte? É um verdadeiro escândalo o que Sartori impõe aos trabalhadores da educação. Só isso já justifica um apoio massivo de toda a sociedade, mas os ataques não param por aí.

2 - Sartori é inimigo da classe trabalhadora e do povo e quer vender o estado

Com os parcelamentos e do congelamento de salários dos professores e dos servidores públicos do RS, José Ivo Sartori (PMDB) e seu governo sucateiam cada vez mais os serviços prestados à população. Além disso, querem vender o Banrisul, a CEEE, a Sulgás e a CRM para garantir os lucros dos capitalistas. Nas negociações com o governo golpista de Temer, demonstram que pretendem vender o estado para poder fazer mais dívidas e seguir repassando dinheiro da população aos banqueiros. Além disso, mantem a sonegação e a isenção de impostas que só beneficia os capitalistas e joga a crise nas costas da classe trabalhadora.

3 - Contra a privatização da educação pública, os professores do RS mostram o caminho!

O governo Sartori, assim como Temer e outros governantes pelo país têm a política de destruir a educação pública, sem investimento nas escolas, precarizando a vida dos alunos, professores e de todos os trabalhadores do setor. Tudo isso é parte de um plano para acabar com a educação pública, um plano que já está em curso. O próprio governo Sartori já faz "experimentos" de gestão privada (eles chama de Organizações Sociais mas na verdade são só empresas) em algumas escolas. Somente uma forte luta, partindo da greve dos professores mas que também envolva alunos, pais e o conjunto da sociedade pode derrotar também este ataque.

4 - A luta dos professores é um exemplo para toda a classe trabalhadora

O Brasil vive um momento de profundos ataques contra os direitos da classe trabalhadora. A PEC do teto de gastos, aprovada pelo governo golpista de Temer, do mesmo PMDB de Sartori, e mais profundamente a reforma trabalhista e a terceirização irrestrita são importantes marcas disso. Somente uma luta forte, que exija e obrigue as direções sindicais traidoras como o CPERS a colocar seu aparato a serviço do combate a esses ataques pode reverter isso e barrar outras medidas, como a reforma da previdência. É necessário apoiar e tomar como exemplo essa greve. Parar o serviço público estadual do Rio Grande do Sul, exigindo a construção de um dia estadual de greve que paralise também outras categorias do estado. Da mesma forma, em todo o país trabalhadoras e trabalhadores precisam se apoiar e se inspirar nessa luta para barrar a retirada de direitos que ocorre a nível nacional e regionalmente, sobretudo nos estados em crise como o Rio de Janeiro.

5 - Hoje são eles, amanhã seremos nós

Os parcelmentos de salários no serviço público estadual dão margem para que empresas de diversos setores parcelem também os salários. A precarização imposta à categoria dos professores no estado e em todo o Brasil também permite que os patrões e os governos utilizem isso como forma de nivelar por baixo as condições de trabalho e de vida de outras categorias. Não é possível se manter imóvel enquanto direitos básicos como saúde e educação são destruídos ao ponto de servirem como exemplo de precarização aos capitalistas.

No caso dos estudantes, seja das escolas ou das universidades, o que é imposto aos professores é só uma parte da miséria que os políticos corruptos e os capitalistas querem impôr ao nosso futuro.

Veja mais: A unidade necessária para derrotar Sartori e Marchezan

É necessário, mais do que nunca, estar ao lado dos professores nesta luta. Ter como exemplo a combatividade da categoria e a força com a qual paralisaram inúmeras escolas contra a vontade da direção burocrática do CPERS e antes mesmo da oficialização da greve. Para enfrentar e derrotar Sartori é necessário que essa luta se expanda e se unifique a outros setores.




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