CORONAVÍRUS

41mil mortos no Brasil e Bolsonaro, Doria, Zema, Witzel aplaudem abertura de shoppings

Na semana em que diversos estados retomaram a abertura do comércio, inclusive de shoppings, o Brasil atingiu 41 mil mortes por Covid-19.

sexta-feira 12 de junho| Edição do dia

A crise sanitária vem se aprofundando cada vez mais no país. A linha de frente de combate, que são as trabalhadoras da saúde, enfrentam sobrecarga e falta de equipamentos - desde testes e leitos até máscaras e EPIs - enquanto o sistema de saúde colapsa. Nos lugares que já abriram, os dados de novos infectados são absurdos, como em Santa Catarina onde os casos triplicaram.

Frente a essa situação Bolsonaro, os militares, governadores como Doria, Zema, Leite e Witzel se alinham aos empresários por seus lucros e aplaudem a reabertura do comércio e de shoppings, mesmo em um momento crítico da pandemia. Setores do regime como o congresso e STF apesar de se colocarem como oposição "sensata" ao governo, não estão fazendo nada pela vida do povo pobre, pelo contrário: visam mais reformas, como faz Rodrigo Maia.

Ao mesmo tempo, trabalhadores seguem sendo demitidos como está acontecendo na Latam, ficando em meio à pandemia sem renda para suas famílias. Os trabalhadores precários como entregadores de aplicativos como rappi e uber, ou telemarketing, seguem totalmente expostos ao vírus, com total descaso das empresas, mas se veem obrigados a continuar trabalhando para ter uma renda mínima, já que o auxílio emergencial além de ser insuficiente não chegou a todos - o que piora agora com a redução pela metade do auxílio, para R$300,00.

A linha de frente desses trabalhos é em sua maioria negra, que mais está exposta ao vírus. Bolsonaro desde o início mostrou seu negacionismo genocida, contrário às quarentenas e querendo despejar abertamente essa crise na população negra e pobre. Por outro lado, os governadores, que hoje aplaudem as reaberturas, apesar de terem se colocado na defesa das quarentenas, não ofereceram testes massivos, deixando dados na subnotificação e tornando quase impossível um combate consequente, não contrataram mais profissionais, não ofereceram equipamentos adequados de proteção e em estados como Rio de Janeiro e São Paulo, colocaram as polícias para matar. Assim foi com Witzel e Doria, governadores de estados nos quais a polícia assassinou jovens negros dentro de suas casas, como foram os casos de Juan Oliveira no ABC e João Pedro no RJ. Basta de morrer por balas da polícia, pela Covid-19 e pelo lucro capitalista!

Bolsonaro, militares, governadores, congresso, STF e a mídia não se preocupam com a vida dos negros e pobres. Estão alinhados com os empresários aplaudindo as reaberturas pois se eles ficarem doentes têm testes e sistema de saúde privado para se tratar. Não são eles nem suas famílias que vão se expor tendo que trabalhar sem prevenção nos centros da cidade.

A fúria negra que surge no coração do imperialismo norte americano e se espalha ao redor do mundo mostra o caminho: apenas com a luta vamos ter uma saída que coloque a vida como prioridade. A luta contra os assassinatos da polícia precisa ser também por leitos, testes, mais contratações e por um sistema de saúde totalmente público e controlado pelos trabalhadores.




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