Juventude

JUVENTUDE

40% dos jovens formados em universidade estão em trabalhos precários ou no desemprego

Em recente pesquisa o iDados apontou que 40% (525 mil) dos jovens entre 22 e 25 anos com ensino superior ocupam postos de trabalho por fora de suas áreas de estudo. Situação agravada com a crise sanitária e econômica.

terça-feira 11 de agosto| Edição do dia

A situação que assola a juventude, principalmente a juventude pobre em sua maioria negra, não é mérito exclusivo da pandemia, mas sim de um plano de precarização do ensino e do trabalho que teve forte alavancada no governo do PT e transformou a educação em uma mercadoria bastante lucrativa.

O crescimento do ensino privado, com enorme aporte de programas como o PROUNI e o FIES, levou a empresa Kroton Anhanguera a se destacar entre os gigantes da educação mundial. O acesso ao ensino superior privado elevou e muito o número de jovens a cursar a universidade, enquanto o governo investia milhões na educação privada, os cursos se tornaram cada vez mais precários e destinados a formar mão de obra barata.

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O cenário da juventude diante do desemprego nunca foi muito bom e agora diante da crise se torna ainda pior. Diante da precarização dos postos de trabalho, os que não tem acesso nem ao precário ensino privado veem suas condições de vida mais subvalorizadas ainda. Enquanto o desemprego cresce é a juventude que acaba ocupando os piores postos de trabalho, o maior exemplo disso se dá na uberização do trabalho que coloca jovens e mulheres em sua maioria negros, que diante da ilusão de "empreendedorismo" trabalham extenuantes horas, com salários baixíssimos e sem nenhum direito.

Um enorme exemplo podemos tirar da luta dos entregadores que veem se enfrentando com as empresas de app, que diante desse falacioso discurso, exploram esses jovens que se veem na busca pela sobrevivência obrigados a se submeter a esse sub empregos. Diante desse cenário os entregadores de aplicativo veem se mobilizando e mostrando a força da auto-organização dos trabalhadores.

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Os cenários de desemprego e desvalorização do trabalho que são eternos projetos da burguesia, diante da crise se escancaram. Está a cada dia mais claro para quem governam esses senhores: Bolsonaro, Mourão, Governadores, Temer e toda a corja da burguesia, eles manobram e articulam com as nossas vidas para manter os lucros capitalistas. A cada dia um novo dado de precarização, de opressão, de exploração. É preciso uma saída independente, dos trabalhadores para os trabalhadores, que coloque a vida cima do lucro.

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