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4 motivos pra na UERJ votar chapa 2 na eleição do CONUNE: São eles ou nós!

Somos mais de 100 estudantes da chapa e apoiadores, trabalhadores, mulheres, negros e LGBT+, em sua maioria independentes de diversos cursos da UERJ, junto à Juventude Faísca Anticapitalista e Revolucionária, o grupo de mulheres Pão e Rosas e o Movimento Revolucionário de Trabalhadores (MRT).

terça-feira 28 de maio| Edição do dia

1 - Nossa história na UERJ é de luta

Há anos somos parte da construção da tradição de luta com os estudantes do Serviço Social e como parte do Centro Acadêmico (CASS). Fomos linha de frente na luta contra o golpe institucional e a prisão arbitrária do Lula. Junto com o CA de Geografia, paralisamos nossos cursos por justiça por Marielle e contra a reforma da previdência, infelizmente sem que as demais entidades estudantis da UERJ atendessem nosso chamado. Mobilizamos centenas por #EleNão e em defesa dos direitos das mulheres. Somos parte da história de luta da UERJ contra a precarização, em defesa dos trabalhadores terceirizados, das cotas e por permanência estudantil. Essa história mostra como somos a única alternativa consequente ao DCE, que faz parte da direção majoritária da UNE, que veio sendo um freio para as lutas e se mantém distante dos estudantes.

2 – Temos uma estratégia pra vencer a luta contra os cortes de Bolsonaro e a reforma da previdência

Bolsonaro tem ódio de classe contra trabalhadores e os oprimidos. Direto dos porões da ditadura, a extrema direita chegou ao poder com o golpe institucional, através de eleições manipuladas pelo judiciário autoritário que prendeu o Lula. Com mais de 1 milhão de pessoas nas ruas no 15M, mostramos nosso potencial para enfrentar os que querem entregar o país para o imperialismo e acabar com nossos sonhos!
Bolsonaro chantageia dizendo que suspenderia os cortes na educação se aprova a reforma da previdência. Para enfrentá-los, é fundamental nossa unidade como uma só luta, de trabalhadores e estudantes contra os ataques de Bolsonaro, Mourão e seus aliados.

A direção majoritária da UNE, que dirige o DCE da UERJ desde 2013, é composta pelo PCdoB (UJS), que apoiou o Rodrigo Maia na presidência da Câmara, carrasco do povo. Pelo PT, que tem seus governadores apoiando a reforma da previdência e até a cobrança de mensalidade nas universidades, seguindo a política de conciliação que abriu espaço pra direita golpista. E pelo Levante Popular da Juventude, que segue a política do PT. Eles não constroem uma unidade pela base, chamando calendários por cima, separando estudantes de trabalhadores, como agora o dia 30 de maio será separado do 14 de junho, dia da paralisação contra a reforma da previdência.

Não podemos confiar nessas direções e as decisões dos rumos da luta têm que ser da base, construindo um comando único nacional de delegados eleitos e revogáveis nas assembleias de base. Exigimos que a UNE garanta sua convocação imediatamente e chamamos o PSOL para que coloque as entidades estudantis e sindicais que dirige e seu peso parlamentar e de figuras como Guilherme Boulos a serviço dessa batalha, e não de “frentes” que envolvem até o PSDB, como fizeram recentemente.

A oposição tradicional na UNE na UERJ é o coletivo RUA, que tem sua chapa nessa eleição para o CONUNE. Apesar de diferenças do discurso, não batalham para que as direções majoritárias convoquem a luta unificada e combativa pela base, colaborando para que se perpetuem suas políticas. Na UERJ, aparecem principalmente nas eleições, mas não estão na batalha cotidiana, como se mostrou novamente recentemente quando não se moveram frente ao chamado do CASS e do CAGEO para as paralisações que realizaram por justiça por Marielle e contra a reforma da previdência em março.
A chapa do Rebeldia (PSTU) não pode ser alternativa, pois seu antipetismo os leva para o lado da direita, ao considerar boas as ações que levaram ao golpe institucional e a prisão arbitrária de Lula e até hoje defendem que não teve golpe.

3 – Temos propostas pra enfrentar os ataques, na luta por outro projeto de universidade

• Combater o projeto dessa direita de universidade cada vez mais elitista, racista e para o lucro de empresários, contraposta à juventude que quer ser livre na sua sexualidade, sem machismo e lgbtfobia, quer conhecer a história que não se conta das lutas heroicas e da cultura do povo negro, quer avanços na ciência e fortalecer o marxismo na universidade, combatendo os que defendem que a terra é plana. Contra os ataques às pesquisas e as bolsas para permanência de estudantes e pesquisadores.

• Não vamos deixar que os racistas ataquem as cotas raciais, e devemos lutar para que as cotas sejam proporcionais ao número de negros no estado que hoje chega a 51,7% enquanto na UERJ ainda são apenas 12% dos alunos.

• Não podemos deixar que Bolsonaro e Witzel ataquem a já anti-democrática estrutura de poder da universidade, onde até reitores querem escolher. Que a estrutura de poder na universidade seja em base ao sufrágio universal, cada cabeça um voto, e um governo democrático de estudantes, professores e técnicos, com maioria estudantil, com o fim da reitoria e do conselho universitário atual. Assim podemos colocar a universidade a serviço dos trabalhadores e do povo pobre.

• Combater o projeto do Moro e Witzel e esse discurso hipócrita de combate às drogas e da “segurança pública”, que quer legalizar o extermínio da juventude negra. Pelo fim dos “autos de resistência”, pela legalização das drogas e por justiça para Jean Rodrigues, Evaldo e tantos outros negros e jovens vítimas do Estado racista!

4 – Apresentamos uma resposta de fundo: que os capitalistas paguem pela crise, são eles ou nós!

Os capitalistas e seus governos dizem que não há outra saída senão os cortes e a reforma da previdência porque não tem dinheiro. Mas não é verdade, pois colocam o orçamento público federal em função de garantir o pagamento da dívida pública, um roubo de 1 trilhão anual, uma verdadeira bolsa banqueiro que todos os governos sempre pagaram, incluindo os do PT. Anualmente esse roubo equivale ao orçamento de 2.500 UFRJ. Com esse dinheiro seria possível estatizar as universidades privadas e garantir acesso de todos à educação pública com o fim do vestibular. Pelo não pagamento da dívida pública! Para garantir nossas demandas, é fundamental que o petróleo brasileiro seja controlado por uma Petrobras 100% estatal sob gestão dos trabalhadores.




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