DESEMPREGO

4,3 mil pessoas foram demitidas por dia na cidade de São Paulo em 2017

Enquanto os patrões e seus políticos querem arrancar nossos direitos com suas reformas, dizendo que o desemprego cresce por culpa deles, as demissões continuam em marcha acelerada. Apenas na cidade de São Paulo, o ano de 2017 registra uma média de 4,3 mil demissões a cada dia.

segunda-feira 22 de maio| Edição do dia

Os dados do balanço do emprego no primeiro quadrimestre de 2017 apontam a queda nas vagas: foram 515 mil contratações contra 520 mil demissões, representando um saldo total de 5 mil postos de trabalho a menos.

E a média das demissões aponta não apenas para a queda no total de vagas, mas também para a grande rotatividade de empregos, em que contratos precários e temporários, com demissões a curto prazo que os patrões fazem para não pagarem direitos trabalhistas, são a regra no mercado. E os trabalhadores são obrigados a aceitarem postos cada vez mais precarizados, com menos salários e direitos.

Essa é, na prática, a reforma trabalhista que já vem ocorrendo, com a chantagem dos capitalistas sobre os trabalhadores com o fantasma do desemprego batendo à porta. Tão antiga quanto o próprio capitalismo, a tática dos patrões é dizer aos trabalhadores em que consiste sua tão falada "liberdade de escolha" no mundo dominado pelo lucro: você tem a liberdade de não aceitar um emprego precário, pois tem outros trabalhadores igualmente desesperados que serão obrigados a aceitar para não morrer de fome.

Hoje os patrões, desesperados, procuram a saída mais rápida para a crise política que assola o governo para poderem implementar seu objetivo mais almejado: avançar na retirada de nossos direitos com as reformas trabalhista e previdenciária.

Se é verdade que ter os meios de produção nas suas mãos já lhes dá toda a vantagem na negociação das condições de trabalho e salário com os trabalhadores individualmente, também é verdade que para sua sede de lucros nunca é o suficiente. Eles querem a terceirização de tudo, como Temer lhes garantiu. E querem acabar com qualquer direito garantido por lei.

Passando Temer, querem que qualquer outro que entre no lugar garanta isso: com eleições indiretas feitas pelo Congresso será mais fácil ter um político no governo que esteja nas rédeas. Com as eleições diretas, que setores da esquerda e outros da burguesia defendem, também terão seus interesses garantidos, pois, como sempre foi, dentro dessas regras eleitorais e desse regime político, todos os candidatos são dos patrões ou são obrigados a ceder a seus interesses.

Frente ao desemprego galopante e à crise política, temos que dizer um imenso basta. É hora de fazermos nossos comitês de trabalhadores, unindo empregados, desempregados, terceirizados para colocar de pé uma greve geral e impor uma Assembleia Constituinte. Desse jeito poderemos lutar não apenas para acabar com essas reformas, mas também por uma lei contra as demissões, por jornadas de trabalho de seis horas para que todos tenham emprego, pelo fim da terceirização e do desemprego, e pelo salário mínimo calculado pelo DIEESE como o mínimo para sustentar uma família (R$3.900).




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