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3 setores que Marchezan quer atacar em 2018

O prefeito tucano já apontou uma séria de medidas que estarão na agenda de seu governo para 2018, são parte do projeto do tucano para descarregar a crise capitalista nas costas dos trabalhadores.

terça-feira 2 de janeiro| Edição do dia

A busca incessante de Marchezan de cortar direitos da população para garantir os lucros dos capitalistas continuará neste novo ano. A seguir pontuamos algumas das medidas jé conhecidas que irão para a Câmara de Vereadores, algumas das quais não obteve sucesso em 2017, dado a crise na base de seu governo.

Municipários

Uma pacote de ataques contra os municipários conta com medidas que alteram a vida dos servidores da cidade, como: alteração de gratificações, passando o aumento do salário de 5% a cada 3 anos de trabalho para 3%, retirando este direito dos contratados por CLT; além de ter parcelado salários e o 13º no final do ano passado. Também segue com retaliações contra os servidores que fizeram a greve que durou 40 dias.

Tudo isso ao passo que apenas aumenta o número de CCs ao seu lado, chegando em Outubro a 761 (de acordo com o Portal Transparência da cidade).

DMAE (Departamento Municipal de Água e Esgoto)

Marchezan pretende privatizar o DMAE, com um discurso falacioso de que não é mais possível a prefeitura arcar com os gastos da empresa pública. Por ser um ataque com rechaço da população e municipários, a prefeitura discursa que não irá privatizar, apenas abrir a empresa para capital privado, o que na prática significa a mesma coisa: entregar um patrimônio público nas mãos dos empresários.

Transporte Público e Carris

Declarações polêmicas não faltam, mas um dos fatos é o pacote com seis medidas que devem ser levados à Câmara neste ano. Conta com o fim (não ser mais obrigatório) dos cobradores; fim da isenção para idosos entre 60 e 64 anos; limitação por renda do meio-passe estudantil e professores passando a pagar valor integral do passe; também limita o uso de cartões com isenções ainda mais.

Tudo isso sem contar as últimas declarações da prefeitura sobre a Carris, que já vem sendo ameaçada pelo tucano desde sua posse. Todo esforço de Marchezan é para mostrar um suposto défict da maior empresa de transporte público da capital do RS. Com isso já declarou que está buscando compradores para a empresa ou mesmo extingui-lá, deixando milhares de tabalhadores e suas famílias sem alguma renda e sucateando ainda mais o transporte da cidade.

Estes são apenas alguns dos ataques que Marchezan irá pautar durante este ano. Lembrando que obteve aprovação na Câmara de medidas como a chamada "lei antivandalismo", que restringe o direito de livre manifestação, atacando direitamente os trabalhadores e movimentos sociais. Outros como o corte de verbas dos blocos de carnaval, a ofensiva contra os vendedores de rua, etc.

Com muitos episódios de crise em seu governo, vamos para mais um ano onde Marchezan buscará descarregar a crise dos capitalistas nas costas do trabalhadores, mantendo os privilégios de sua casta política. A resposta dada pelos servidores do RS e de Porto Alegre em 2017 é parte do caminho para barrar estes ataques, resistindo em greve contra os planos neoliberais do prefeito tucano de Porto Alegre.




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