UFRGS

3 motivos para votar na Chapa 3 para DCE e Conune na UFRGS

sábado 18 de maio| Edição do dia

1. Uma campanha a serviço de organizar o movimento estudantil contra os cortes de Bolsonaro e a reforma da previdência.

Somos a única chapa que dá centralidade para ambas as lutas - contra os cortes e a reforma. Separá-las é funcional ao governo, pois separa os estudantes da classe trabalhadora. O governo Bolsonaro chantageia os estudantes dizendo que suspenderia os cortes caso aprovasse a reforma da previdência. Não podemos cair nessa chantagem e precisamos fortalecer o movimento. A UNE convoca o dia 30 de maio como uma nova data de protestos por todo o país. É necessário organizar assembleias nos cursos para construir esta data. Na UFRGS chamamos todas as chapas da disputa a construir assembleias nos campus, incluindo o chamado em suas passagens em sala, rumo a uma assembleia geral. Frente à massividade do dia 15 e o amplo apoio popular que se expressou, nós da Chapa 3 exigimos que as centrais sindicais antecipem para 30 de maio a greve geral marcada para 14/06, unificando a juventude e a classe trabalhadora em uma só luta para parar o país contra os ataques de Bolsonaro.

Sozinhos não vencemos Bolsonaro, é preciso erguer uma mobilização ainda maior do que os mais de 1 milhão nas ruas no 15M, junto à classe trabalhadora. Até agora a direção da UNE (parte de quem impulsiona a Chapa 1) e também a Oposição de Esquerda (cujas organizações compõe a Chapa 2) vêm separando as duas lutas. Em nenhum dos programas ou panfletos das duas chapas existe a necessidade de unificar as duas pautas como uma só luta, inclusive sequer citavam a reforma da previdência em seus primeiros materiais. Uma maneira de mostrar a toda a população que não se trata de uma luta apenas pela educação, é erguer a bandeira contra a reforma da previdência, em defesa do futuro da juventude e dos filhos dos trabalhadores. A reforma é a espinha dorsal dos ataques neoliberais no país. Nesse momento já começam surgir outras reformas da previdência, como a de Tábata Amaral ou a que os governadores do PT já anunciaram aprovar. Nossa luta é contra qualquer proposta que nos faça trabalhar até morrer!

2. Como avançar a mobilização? Nós da Chapa 3 temos propostas

Precisamos erguer um Comando Nacional de Mobilização, com delegados eleitos e revogáveis, para coordenar essa enorme batalha desde as bases. Este chamado já foi aprovado em assembleias de diversos cursos da UFRGS e de outras universidades. As eleições para as entidades ocorrem uma vez por ano, a partir de grupos que se organizam para gerir DCEs e DAs, porém nos processos de mobilização novos setores independentes se ativam e nós entendemos que todos esses setores devem ser parte de decidir os rumos do movimento. Neste sentido, chamamos todas as chapas que concorrem para o DCE a construir em unidade este comando na UFRGS a partir de assembleias massivamente convocadas nos cursos onde estamos, chamando estudantes das escolas e universidades de todo o estado a se somar em um comando regional rumo a um nacional. Esse comando, que seria responsável por organizar a luta nacionalmente, estaria intimamente ligado às bases permitindo os estudantes tomarem os rumos da sua própria luta.

Os DCE’s e a UNE poderiam cumprir um papel fundamental em erguer um comando deste tipo. Mas até agora a UNE vem tentando controlar o movimento por cima, falando em nome dos estudantes embora a larga maioria não tenha votado na atual direção. O problema maior é que a direção da UNE (que participa da Chapa 1 - UJS e PT) prega unidade dos estudantes enquanto se alia com Rodrigo Maia e o STF, ambos defensores da reforma da previdência e nada aliados da luta pela educação. A nossa unidade deve ser a mais ampla entre os de baixo, não com os de cima. Enquanto deixarmos nas mãos da UNE o controle da mobilização, ela será desviada para negociar nossos direitos, como sempre negociaram pelas costas dos estudantes.

3. Chapa 3 apresenta um programa de saída para a crise no país e na UFRGS

A luta é imprescindível mas não é suficiente. Precisamos buscar saídas para os problemas instaurados. Se o governo diz que não tem verbas para as universidades, por que então continua pagando a bilionária dívida pública que consome quase metade do orçamento federal? A verba para educação não representa nem 7% do orçamento, mas a dívida pública beira os 50%. É preciso fazer com que os bancos e os capitalistas paguem pela crise que eles mesmos criaram, e não nós. Daí a necessidade de se levantar a bandeira do não pagamento da dívida pública

Ao mesmo tempo as universidade seguem sendo centros elitistas onde uma minoria apenas possui acesso. Na UFRGS, os ataques permanentes aos cotistas, os indeferimentos de matrícula e as matrículas precárias ocorrem para aprofundar esse caráter elitista e racista da universidade. Exigimos imediatamente a matrícula regular de todos os colegas indeferidos e a contratação de mais funcionários para acabar com a eterna espera da análise dos documentos. Em defesa das cotas, precisamos abrir as universidades para a maioria da população, acabando com o vestibular e estatizando as universidades privadas. Assim podemos avançar em uma educação pública, gratuita e de qualidade para todos. É preciso também lutar para que a UFRGS abra os livros de conta para mostrar aonde está indo o orçamento. Bolsas permanência, de pesquisa e os trabalhadores terceirizados vem sendo os mais afetados, mas ninguém sabe para onde vai o dinheiro pois a reitoria tranca o orçamento a sete chaves. Em defesa da universidade, mas não da universidade tal como ela é hoje e sim uma universidade a serviço da classe trabalhadora e do povo pobre, que faça pesquisas de acordo com as necessidades da população e não do lucro como é hoje onde inúmeras fundações e empresas patenteiam pesquisas e lucram com aquilo que deveria ser público.

4º motivo extra: Sejamos realistas. Exijamos o impossível!

Nosso nome é inspirado nas paredes de Paris do maio de 68. Em todo o mundo, em 1968, estudantes se levantaram em defesa da educação e se aliaram aos trabalhadores. Na França essa luta se enfrentou com o sistema capitalista de conjunto e desencadeou um processo revolucionário. No Brasil milhares de estudantes se ergueram contra a ditadura. É com esse espírito que entramos nessas eleições de DCE e CONUNE e nessa mobilização que cresce.

É com o espírito dos estudantes argelinos que vem sacudindo o país, dos coletes amarelos na França, das mulheres no Sudão, da luta pelo direito ao aborto na Argentina. Queremos inaugurar uma nova tradição no movimento estudantil da UFRGS, onde os estudantes se aliem aos trabalhadores para construir conhecimento a serviço da maioria, uma universidade distinta da que é hoje, um outro mundo, sem opressão e sem exploração - onde todos pensem, estudem e trabalhem de acordo com suas habilidades, para todos, de acordo com as suas necessidades. Hoje os capitalistas tentam nos convencer que não é possível uma vida que valha a pena, que estamos condenados a um futuro de miséria, a trabalhar até morrer sem ter direitos básicos como a educação. A verdade é que frente à crise, são eles ou nós. Esse é o nosso chamado aos estudantes da UFRGS: sejamos realistas, exijamos o impossível!




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