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ELEIÇÕES 2018

3,5 milhões de acessos: em tempos de "fake news", o Esquerda Diário milita para organizar a luta contra Bolsonaro

André Augusto

Natal | @AcierAndy

quinta-feira 11 de outubro| Edição do dia

Em base à intransigente batalha contra o avanço da extrema direita, de Bolsonaro e Mourão, e contra o autoritarismo judicial-militar que manipularam brutalmente cada centímetro dessas eleições fraudadas, o Esquerda Diário – impulsionado pelo Movimento Revolucionário de Trabalhadores e vinculado à rede internacional de diários digitais da esquerda, La Izquierda Diario – soma quase 3,5 milhões de acessos no período de 30 dias, sendo a imprensa mais importante do país à esquerda do PT (ultrapassando em quantidade de leitores alguns dos principais periódicos da blogosfera petista).

Em tempos de “fake news” (notícias falsas) nas redes sociais, alimentando o conservadorismo mais reacionário e a destruição moral dos adversários em prol de Bolsonaro e seu autoritarismo herdeiro da ditadura, o Esquerda Diário torna-se uma poderosa ferramenta para impulsionar a organização dos trabalhadores, das mulheres, dos negros, dos LGBTs, em cada local de trabalho e estudo contra Bolsonaro.

A difusão a milhões de pessoas das ideias anticapitalistas, socialistas e revolucionárias, que articulam programática e estrategicamente a necessidade de combater as burocracias operárias e estudantis para retomar os sindicatos e centros acadêmicos para a ação unificada contra a extrema direita e os capitalistas, constitui a base para a construção de uma organização revolucionária na maior economia da América Latina.

Essas eleições estão sendo um show de horrores em matéria de pisotear o direito da população votar em quem quiser, com o conluio entre a Lava Jato e a Rede Globo sendo utilizado para favorecer os candidatos que expressam os interesses mais reacionários e do capital mais concentrado do país.

Por trás da candidatura de Bolsonaro e Paulo Guedes estão burgueses ultramilionários como Jorge Paulo Lemann, o homem mais rico do Brasil, dono da Ambev. Alexandre Bettamio, presidente executivo para a América Latina do Bank Of America; Roberto Campos Neto, chefe de mercados globais do Santander; João Cox, presidente do conselho de administração da TIM; e Sergio Eraldo de Salles Pinto, da Bozzano Investimentos (gestora de investimentos presidida por Guedes) são outros mega banqueiros e empresários que Bolsonaro reúne para compor parte de seu governo, com o único objetivo de ser a continuidade selvagem dos ataques de Temer contra os trabalhadores, na repressão e assassinato dos camponeses pelo agronegócio, e avançar na entrega das riquezas nacionais, incluindo a Petrobras, maior empresa do país e que é alvo da cobiça imperialista que está na base da Lava Jato.

Denunciamos cada uma das medidas grotescas da escravista extrema direita, além do "dream team" do capital financeiro para compor seu governo de ataques: o programa bolsonarista de entregar o país a Trump e ao capital estrangeiro vendendo 50 estatais no primeiro ano de gestão; os latifundiários, políticos e empresários escravistas que apoiam Bolsonaro; a nova reforma da previdência mais brutal que a de Temer que Bolsonaro propõe para acabar com a aposentadoria; o seu racismo enraizado ao desprezar o assassinato odioso contra Mestre Moa do Katendê, mestre capoeirista de 63 anos que recebeu 12 facadas por um de seus seguidores na Bahia, entre outras matérias.

Contra Bolsonaro e Mourão, símbolos de um bonapartismo de extrema direita com conteúdo profundamente antioperário, pró-imperialista, vinculado ao capital financeiro e aos grandes empresários, ao autoritarismo judicial da Lava Jato e à reacionária cúpula das Forças Armadas, não há outro meio que não a luta de classes e a organização de comitês de ação e de autodefesa em cada local de trabalho e de estudo. O Esquerda Diário colocará todo o seu peso para que os trabalhadores, as mulheres, os negros e os LGBTs encontrem nesse instrumento uma ferramenta para a organização da resistência ativa contra estes nossos inimigos mortais, herdeiros dos métodos de tortura da ditadura militar.

Como dissemos em nossa declaração do MRT, frente à excepcionalidade de eleições brutalmente manipuladas, que favorecem o avanço do autoritarismo herdeiro da ditadura, que quer impor de fato uma mudança reacionária de regime, acompanhamos o ódio e a vontade de luta contra Bolsonaro, votando criticamente em Haddad, com o objetivo que consideramos a tarefa central de todos os trabalhadores e jovens mais conscientes, que é ajudar a conduzir esse ódio ao único terreno em que poderemos triunfar: a luta de classes para que os capitalistas paguem pela crise.

Veja aqui: Declaração do MRT: Bolsonaro é o avanço do autoritarismo herdeiro da ditadura militar

Defendemos essa posição sem compartilhar qualquer ilusão na estratégia eleitoralista e conciliação com capitalistas, golpistas e ajustadores, por parte do PT. Essa estratégia é absolutamente impotente para enfrentar a extrema direita.

Depois de governar por anos com os capitalistas, assimilando seus métodos de corrupção e se vangloriando de garantir a eles lucros inauditos, o PT quis mostrar que ainda podia servi-los começando o segundo mandato de Dilma com a aplicação dos ajustes contra a classe trabalhadora, e com isso terminou de desmoralizar sua própria base social, abrindo caminho ao golpe que colocou Temer no governo para avançar mais rapidamente com os ataques. Sua estratégia puramente eleitoral, de contenção da luta de classes, para canalizar o descontentamento para o terreno dos votos, terminou sendo incapaz de oferecer qualquer resistência séria ao golpe institucional. Uma vez na oposição, sua política de responder ao ódio destilado pela Lava Jato e pela Rede Globo com ilusões no Poder Judiciário e nas eleições terminou sendo completamente impotente para frear o avanço da extrema direita.

Por isso, batalhamos contra a paralisia das centrais sindicais burocráticas, especialmente as ligadas ao partido de Fernando Haddad (CUT) e ao de Manuela D’Ávila (CTB), que querem canalizar todo esse ódio contra Bolsonaro exclusivamente para as urnas, para que convoquem imediatamente assembleias de base para que os trabalhadores discutam democraticamente a constituição de comitês de ação e autodefesa contra o avanço de Bolsonaro. Essa é a melhor maneira de conquistar uma frente única para a ação entre os distintos setores da classe trabalhadora. O ódio criador dos trabalhadores deve ser conduzido para o único terreno que pode garantir o triunfo: a luta de classes.

O Esquerda Diário e o MRT colocam suas forças a serviço desse combate, para que as camadas exploradas e oprimidas, sob a direção da classe trabalhadora como sujeito político independente, possa fazer frente à ameaça da extrema direita e enfrentar os capitalistas, os grandes latifundiários e o capital financeiro que se agrupa ao redor de Bolsonaro.

Assim, acompanhamos e estamos ombro a ombro com todos que querem derrotar Bolsonaro nas urnas votando em Haddad, e por isso votamos criticamente em Haddad, mas precisamos ter uma estratégia de luta que supere a impotência da estratégia eleitoralista do PT.

Por isso exigimos das centrais sindicais e entidades estudantis que convoquem assembleias pra colocar de pé milhares de comitês em todo o país nas fábricas, universidades e locais de trabalho coordenando um plano de luta com manifestações e ocupações que possa culminar numa paralisação nacional pra derrotar Bolsonaro e o golpismo.

Te convidamos para ser parte de nossa rede de correspondentes e analistas, que todos os dias põem em público através do Esquerda Diário tudo aquilo que a mídia oficial quer esconder. Com seu celular, cada leitor pode nos ajudar a expressar as lutas contra os ataques do regime golpista em seu local de trabalho ou estudo, fazendo chegar à nossa redação artigos, crônicas, comentários, vídeos (para esquerdadiario@gmail.com), para que construamos em comum esta força anticapitalista de combate à direita e ao golpismo, de maneira independente do PT.




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