Mundo Operário

AGRUPAÇÕES CLASSISTAS

3 mil trabalhadores participam do primeiro dia do encontro de organizações classistas na Argentina

segunda-feira 22 de junho| Edição do dia

Neste sábado, 20/6, foi realizada a primeira rodada das sessões plenárias abertas impulsionadas pelo Movimento de Agrupações ClassISTAS e pelo PTS na Zona Norte e Oeste da Grande Buenos Aires, na Cidade de Buenos Aires, Jujuy e Salta e no sul da Patagônia. Nós te contamos o que foi discutido e resolvido.
Movimento de Agrupações Classistas (MAC)
Neste sábado, dia 20, se reuniram em plenárias abertas que convocamos desde o Movimento de Agrupações Classistas (MAC), que impulsiona o PTS, juntamente com trabalhadores classistas independentes em dezenas de grêmios em todo o país. Nós os chamamos em conjunto com ativistas e delegados independentes nas zonas norte e oeste da Grande Buenos Aires, na cidade de Buenos Aires, em Salta e Jujuy, e também no sul da Patagônia (Santa Cruz, Chubut e Ushuaia).
O objetivo que estabelecemos era dar passos na organização de centenas e centenas de trabalhadores. O sucesso, previsto pelo entusiasmo dos dias anteriores, finalmente se materializou. Cerca de 1100 trabalhadores e trabalhadoras na cidade de Buenos Aires, mais de 850 na Zona Norte, mais de 400 no Oeste e 100 no Sul do país e 100 em Jujuy e Salta, se reuniram neste sábado. Em alguns casos, eles faziam reuniões em casas ou compartilhavam a conexão. Se somarmos o que foi realizado em Córdoba na semana passada (150 em uma plenária e outros 100 em uma assembléia de jovens trabalhadores), estamos falando de cerca de 3.000 participantes nesta primeira série de plenárias de trabalhadores. Em tempos de quarentena, aproveitamos as novas plataformas para realizar grandes assembléias virtuais, com os cuidados necessários, para debater, contar, trocar informações sobre a situação da classe trabalhadora e a situação política nacional e nos organizar.
No próximo final de semana, as plenárias serão em Santa Fé, La Plata, Zona Sul da Grande Buenos Aires e Mendoza.

O objetivo é apenas um: ajudar a organizar alguns milhares de trabalhadores em um momento mais difícil para a militância no local de trabalho. A presença confirmou que nem a pandemia nem a quarentena poderiam lidar com a necessidade que os camaradas veem de debater e organizar.

Plenárias abertas

Juntamente com o ativismo de dezenas de empresas, escolas e agências estatais, muitas delas em conflito hoje, convidamos outras organizações a participar. Os camaradas da Izqueirda Socialista, do PSTU, de Marabunta tomaram a palavra nas plenárias abertas a todos as agrupações anti-burocráticos e de esquerda, em particular aos partidos que compõem a Frente de Izquierda. Recebemos cartas do Venceremos (que faz parte do FOL junto com Marabunta e outras organizações) e do Rompiendo Cadenas.

Os camaradas do PSTU levantaram a luta necessária pela liberdade de Sebastián Romero, preso por lutar nas jornadas contra a reforma previdenciária de Macri. Com a delegação da Izquierda Socialista, que saldou a representatividade dos setores que participaram da plenária, foi aberto um debate fraterno, que refletiremos abaixo.

Centenas de experiências, desejo de organizar-se

O que há de novo não é apenas a quantidade, mas também a diversidade de setores encontrados. Limpeza terceirizada, enfermeiras e toda essa "linha de frente" que se arrisca pela saúde das pessoas. Desde de jovens, meninos e meninas precários (da Rappi e o restante dos aplicativos de entrega, centrais de atendimento, fast food) até trabalhadores e trabalhadoras com anos de luta e experiência, como a Kraft (que tinha uma forte delegação) Fate, Pepsico, Telefonícos, Hospital Posadas. Também setores que estão em luta como as empresas aeronáuticas da Latam e as empresas terceirizadas de Aerolíneas, além de uma presença importante de professores de dezenas de distritos (e dirigentesda dos SUTEBA Multicolor la Matanza e Tigre), estatais, motoristas, metroviários, saboneteiros, metalúrgicos, de vários trabalhadores automotrizes, elétricos, ferroviários, domésticas e desempregados.
Também delegações destacadas de centenas de jovens precários e informais que promovem o LA RED e com sua energia confluíram para os adultos, acrescentando à suas propostas.
Estiveram presentes delegados independentes de Fadete, Bimbo, da 60, demitidos na luta de Via Bariloche e da Clínica Talar, Alicorp, trabalhadores de La Nirva que estão em assembléia permanente, trabalhadores de Pizerías Camoron e muitos setores em conflito com a Cidade de Buenos Aires.
Uma das coisas que superou nossas expectativas foi a troca fluida de experiências, mas também de propostas.
Nesse intercâmbio foram marcadas muitas coincidências: o fato de saber que a situação de cada uma é semelhante à de muitas outros. O incentivo resultante de saber que você não está sozinho, mas passando pelas mesmas situações que colegas de outras empresas. Sabendo que o futuro será ainda pior se não lutarmos, porque a crise vão querer que nós paguemos.
Outro ponto de discussão e coincidência foi o papel que o governo de Alberto Fernández vem desempenhando, assim como Kicillof, Larreta e os governadores de diferentes cores: resgatar as empresas e permitir que apliquem o ajuste ou aplicá-lo ele mesmo entre os trabalhadores e trabalhadoras da saúde, educação e do estado.
O mesmo aconteceu com a denúncia sobre o desrespeito às lideranças sindicais burocráticas e o papel que estão desempenhando nesta crise, entregando salários e empregos. Então, se colocou a necessidade de por como norte recuperar essas organizações das mãos das direções traidoras, ao mesmo tempo em que em cada conflito se exigem medidas para enfrentar os ataques.
Outro ponto que atravessou as plenárias foi a denuncia, com exemplos brutais, do desprezo das empresas pela vidas dos trabalhadores. Fazendo-nos ir para o trabalho, apesar de colocar nossas vidas em risco, em meio a crise sanitária que se agrava cada dia mais.

Nesse momento, vale mencionar as palavras de Damián, ou trabalhador de Rappi, quem alegou estar lutando contra a flexibilização que as empresas fazem "com absoluta cumplicidade absoluta de todos os governos e também com nossos companheiros que continuam sendo vítimas assassinatos laborais, esta semana perdemos o companheiro Jorge, como também Franco Almada, onde sua irmã Bárbara e sua família se puseram À cabeça da luta por justiça e contra a precarização do trabalho, junto com a RED de precários. Para eles, também vamos exigir justiça!" Além disso, reivindicou a mobilização dos Estados Unidos contra a violência policial racista, onde os jovens negros e negras se unem com brancos e latinos, uma rebelião que foi estendida a outros países como a juventude na cabeça.

Desde baixo também

Para levantar essas reclamações, mas também para criticar o papel que os governos nacional e local têm desempenhado, as listas anotadas foram infinitas. Somente isso mostra o desejo de falar, de dizer o que acontece e que quase ninguém mostra. O desejo de falar sobre o que quase ninguém quer escuta. O desejo de se organizar para enfrentar um inimigo poderoso que quer descarregar a crise em nossos ombros novamente.

Isso também se refletiu nos comentários que começaram a chegar às centenas assim que as reuniões terminaram. Nós os refletiremos em notas diferentes nos próximos dias, mas algumas servem como uma amostra. "Fiquei surpreso ao aprender sobre as diferentes realidades", disse um colega de logística da zona norte. "Acho que a coordenação é fundamental. Acho ótimo que todos e todas sejam ouvidos e que todos e todas tenham seu espaço. Mas temos que fazê-lo agora, porque está ficando cada vez mais fodido", acrescentou outro. Um companheira desempregada nos disse no final: “A conversa foi muito boa! Dói ouvir que existem tantas pessoas sem trabalho. O positivo é que começamos a nos organizar”. Um colega da Fate bateu a tecla quando nos disse: "o que vem a seguir não é nada bom, precisamos tentar se organizar e não apenas na FATE, algo que muitos ainda têm dificuldade para ver!” “Achei a reunião genial com a possibilidade de expressar como deve ser, apesar do que acontece com a minha situação, estou com vocês para o que precisarem”, disse um trabalhador da La Parolaccia, empresa que fechou e deixou dezenas de famílias na rua e eles estão se organizando.

Na cidade de Buenos Aires, a de grandes comércios, houve algo que emocionou a todos. Foi o frescor e o poder de combate de dezenas e dezenas de jovens trabalhadores e trabalhadoras de aplicativos, fast food, call centers, que não apenas falaram de seus locais de conflito, contra empregadores que demitiram, lideranças sindicais que se omitem, entregam sequer existem, senão que aprendiam com os trabalhadores mais experientes, onde muitos fazem parte dos mesmos ramos, como telefonia, aeronáutica, metro, mas que lhes davam a força imparável de uma juventude combativa e propuseram organização e ações.

E não apenas a presença juvenil estava nos lugares em que o capitalismo de “plataforma” mata, precariza e explora, mas também jovens mulheres de 20 anos, terceirizadas na área de limpeza da Latam, que contam como ninguém a miséria que os patrões querem que vivamos, mas a habilidade e conspiração para organizar comissões de higiene e segurança no aeroporto, unindo efetivos e terceirizados, em meio a uma importante luta com a qual a arrancou o plenário. Outra questão importante é que a classe trabalhadora não tem fronteiras, tanto pelo conflito da Latam, onde começam a surgir desafios comuns entre trabalhadores de diferentes países que fazem parte da empresa, e trabalhadores migrantes que têm os piores empregos onde o desemprego cresce.

Demos um passo importante no sul da Patagônia, com um plenário virtual que reuniu colegas da Terra do Fogo, Chubut e Santa Cruz. Participaram mineiros de Rio Turbio e Cerro Vanguardia, municípios de Puerto Deseado (Santa Cruz) e Rio Grande (Terra do Fogo), demitidos da YCRT, além de professores e estudantes das três províncias. Uma delegação do PSTU também se fez. Na assembléia da Patagônia houve mais de 20 intervenções, havia muita vontade de trocar e debater sobre a crise sanitária, econômica e social em Chubut, que foi muito expressa pelos trabalhadores da mina de Puerto Madryn e Comodoro Rivadavia, ou pela situação das e dos trabalhadores da mina Río Turbio, ante a falta de investimentos e as más condições laborais no poço, ou a luta dos demitidos por sua reintegração e dos professores que nas três províncias sofrem os ajustes dos governadores alinhados com a Frente de Todos. Juan Manuel, do Hospital Puerto Madryn, declarou que "os sindicatos precisam romper a trégua com Arcioni e convocar a medidas de luta provinciais". Diana, demitida do YRCT, contou sobre as demissões de Aníbal Fernández e o papel da ATE, "mas ainda assim organizamos e continuamos a exigir nossa reintegração".

Também no outro extremo do país, o Noroeste, o primeiro Encontro virtual de trabalhadores de Jujuy e Salta, junto com membros de diferentes organizações, entre eles a PTS-Frente Izqueirda, a Frente de Organizações em Luta (FOL) e Frente Popular Darío Santillán. Participaram professores, trabalhadores da saúde, juventude precária, funcionários das estatais, açucareiros, trabalhadores do campo, entre outros.

No próximo fim de semana, serão realizadas na Zona Sul do GBA, La Plata-Berisso-Ensenada e outros locais. É claro que jovens e mulheres trabalhadoras, têm um passo à frente para preparar a luta de classes.

Preparar-se para o que vem a seguir

Intervenções e comentários subsequentes inevitavelmente levaram a uma conclusão geral: a necessidade de se organizar para o que vem a seguir.Um dos grandes objetivos das plenárias começou a amadurecer: a necessidade de dar o ativismo de muitas empresas, a juventude precária, as mulheres trabalhadoras, a quem já sofre com o desemprego, a muitos trabalhadores que se identificam com a esquerda, um espaço para discussão e organização para o que está por vir.

Também fomos capazes de dar passos em direção a outros objetivos. Sem dúvida, os mais de 2.500 companheiros e companheiras que participaram são novas forças para sair e convencer muitos milhares que ainda acreditam que somente com a organização por fábrica é possível interromper o plano de conjunto que as patronais e o governo têm para os trabalhadores. Também para aqueles que acreditam que esta crise é passageira. Entre os que participaram, a consciência do que está vindo para nós e de que precisamos estar unidos, porque essa unidade é o que pode nos dar força, ficou gravado.

Portanto, era natural que, no final, o compromisso de continuar com essas reuniões para sermos muito mais. Que foi um grande sucesso convocar essas plenárias para mostrar que estamos nos organizando em quarentena, apesar de tudo ser mais difícil, que deve ser feito eletronicamente, sem podermos nos encontrar e compartilhar um espaço comum.

Um debate sobre como organizar amplamente a esquerda e o sindicalismo combativo

Houve um debate franco com os camaradas da Izquierda Socialista, a quem agradecemos por sua presença, como a de todas as organizações. Para os camaradas, essas plenárias poderiam ser contraditórias ao reagrupamento da Plenária Combativa Sindical (“plenária de Lanús”). Para nós, não é. Acreditamos na necessidade de uma unidade mais ampla dos setores anti-burocráticos e é por isso que solicitamos nossa entrada nesse reagrupamento. Nada pode suplantar a ampla organização de trabalhadores e jovens precários. Daqueles que, apesar de não terem cargos, sofrem a exploração e miséria e não se resignam a pagar por essa crise.

Todos ficamos emocionados ao ouvir a situação de companheiras como Olga, da PepsiCo, que contou como a vida piora quando o deixam na rua e você não é "desejável" pelas empresas por terem participado de uma luta que comoveu o país, ficamos emocionados com os trabalhadores domésticos, com os trabalhadores das grandes fábricas que temem ser infectados e infectar suas famílias pela infinita ganância dos patrões.

Então nos perguntamos: por que eles não podem ter o direito de falar e resolver em reuniões do sindicalismo anti-burocrático e de esquerda? É por isso que propomos aos camaradas da IS, de todo o PSC e aos camaradas da FITU, que façamos essas plenárias juntos, convocadas em comum e que dessa maneira possamos reunir vários milhares de trabalhadores.

Ante esses momentos convulsivos que vêm, precisamos dessa força que não pode ser suplantada por nada. Precisamos disso porque, sem a militância e a organização, é impossível vencer os grandes empresários e o governo. Rejeitamos o desprezo com o qual o Partido Obrero respondeu ao nosso chamado, dizendo que nossa intenção com essas plenárias era que "os sindicatos e comissões internas se confundam com uma massa amorfa de militantes". Como chamar de "massa amorfa" os milhares que se reuniram e se reunirão para começar a se organizar contra os patrões, a burocracia e o governo para expressar suas opiniões e serem protagonistas?

Os camaradas deveriam ter assistido às plenárias pelo menos para ver como aquela "massa amorfa" estava lutando para falar, para dizer o que queriam, para ouvir seus camaradas de outras fábricas e empresas, até os mais atacados de todos, mas também para propor medidas concretas de ação.

Na Zona Oeste, a resposta veio de muitos trabalhadores "independentes" quando com naturalidade exigiram participação aberta nas assembléias, que consideram ser seu espaço de organização.

As vidas trabalhadoras importam

A saúde dos trabalhadores era uma questão central. Os que sofrem na linha de frente de médicos e enfermeiros e trabalhadores de limpeza em hospitais, mas também por aqueles que são forçados a trabalhar sem os cuidados necessários. As greves Fate e Firestone e a rebelião na Kraft mostram que não queremos ser usados como material descartável.

Como objetivo, a necessidade de colocar em pé Comissões de Segurança e Higiene em todas as empresas está na ordem do dia, porque não pode ser que as empresas possam decidir mais sobre nossa saúde do que nós mesmos. Como contaram os aeronáuticos terceirizados da Aeroparque que, com assembléias virtuais de até 200 participantes, eles colocaram de pé uma comissão para defender sua saúde. Nossas vidas importam e devem valer mais do que suas ganâncias. Não é apenas uma frase da nossa campanha: é uma necessidade urgente para que os trabalhadores não morram para que os empregadores não percam peso.

Unidade da classe trabalhadora ocupada e desempregada

A situação dos desempregados tomou parte da nossa atenção. Dezenas de companheiros e companheiros que ficaram sem emprego foram se organizar nas plenárias, alguns fizeram referência à origem combativa da luta desse setor da classe trabalhadora nos anos 90, quando cortou rotas no Norte e no Sul do país, lutando pelo trabalho genuíno. A solidariedade aqui era evidente. Conforme expresso na região oeste, onde os professores que fizeram refeições populares em La Matanza para aliviar a fome de famílias que ficaram sem trabalho e denunciaram o estado e o município que deram as costas a essa necessidade, chamou os presentes para colaborar com essas iniciativas solidárias.

Queremos uma organização comum de ocupados e desocupados, efetivos e precários, plenarios comuns onde se debata como ajudá-los na luta por um trabalho genuíno, como manter-se neste tempo sem ser destruído pela fome. A solidariedade de classe foi expressa no apoio dos companheiros e companheiras e no compromisso que propusemos a lutar juntos. Sem a luta conjunta de ocupados e desempregados, nenhum triunfo é possível.
Resoluções e próximos passos

Então, demos esse passo, inicial mas importante. Isso nos enche de força, mas também de confiança para reunir muito mais companheiros quando pudermos fazer reuniões presenciais.

Após os debates, votamos resoluções. Entre elas:

• A campanha pela liberdade de Sebastián Romero.
• Uma jornada de luta no dia 1º de julho, em consonância com a greve internacional dos entregadores com o slogan "a vida dos trabalhadores, valem".
• Realizar novas plenárias convidando novamente todas as organizações anti-burocráticas e lutando pela maior unidade e pela organização mais ampla.
• Nossos parlamentares em todo o país colocarão seus bancas a serviço dessa luta, como Claudio Dellecarbonara expressou em seu discurso nas plenárias da Zona Norte.
• Colocar o Izquierda Diario Multimídia a serviço das resoluções votadas, não apenas para difundir todos os conflitos, mas principalmente para a campanha "A vida dos trabalhadores importa", que visa tomar com força o impulso das comissões de saúde e segurança nos estabelecimentos.
• Decidimos também apoiar a luta das fábricas sem patrões e formar grupos do WhatsApp por zonas para manter a organização.
• Além disso, foi votado para participar do apoio aos conflitos e mobilizações convocados para a próxima semana e os próximos dias.
A roda da organização dos trabalhadores se pôs a andar no meio da pandemia, sorteando a quarentena. Esse é só o começo.




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