Política

FORA TEMER

2º Ato Fora Temer em Campinas reúne cerca de 1,5 mil pessoas e é marcado por debates

Nessa terça, mesmo com o tempo nublado, ocorreu o 2º ato contra o governo golpista de Temer, reunindo mais de 1500 pessoas pelas ruas e avenidas do centro da cidade. A Faísca e o MRT estiveram juntos a dezenas de jovens e trabalhadores denunciando os ataques.

quarta-feira 7 de setembro| Edição do dia

O ato se dá logo após a marcha que reuniu mais de 100 mil pessoas nas ruas de SP e terminou na prisão absurda de dezenas de manifestantes. O dia também foi marcado por atos em outras cidades do país, como Porto Alegre e Florianópolis.

Um importante debate se iniciou no primeiro ato, e seguiu nesse: é preciso se posicionar duramente contra esse golpe que aprofundará o ataque aos trabalhadores. Mas um setor expressivo de jovens e trabalhadores, busca fazer isso sem esquecer o passado: afinal, foi mais de uma década de um PT que veio governando com o PMDB, e mesmo após o golpe, se lançará em centenas de cidades em alianças com o partido de Cunha e outras legendas que articularam o golpe.

Nesse contexto, no início do ato, houve discussão entre militantes do MRT e da CUT sobre a responsabilidade do PT. “Viemos aqui para denunciar o golpe e os ataques que o governo ilegítimo de Temer prepara contra a classe trabalhadora, como a reforma trabalhista. Mas nesse momento em que o PT busca canalizar a força das ruas para defender “Diretas Já”, não podemos deixar de dizer o papel que esse partido cumpriu nos últimos anos. Um dirigente da CUT veio me dizer que criticá-los era fazer o jogo da direita, mas não conseguiu me explicar se fazer jogo da direita não era ter se aliado com Temer, Cunha, Sarney, Collor, Maluf, Feliciano e Jonas nos últimos anos.” disse Danilo Magrão, professor da rede pública e candidato a vereador.

Um debate importante também vem ganhando a reflexão dos ativistas nos atos. O que propor diante dos ataques? O PT e o PCdoB estão propondo “Diretas Já”, com o objetivo de “Volta Lula” repactuar a aliança com o PMDB nas próximas eleições. Organizações como 1º de Maio, Juntos, RUA (PSOL) e do MAIS ao defender a política de eleições gerais acabam fazendo coro com o PT.

Na avaliação do MRT, é fundamental lutarmos por uma paralisação nacional para fazer frente aos duros ataques que estão por vir. Não foi nos bastidores de Brasília que o golpe retrocedeu, e não será lá que iremos derrotar a reforma trabalhista. É fundamental seguir nas ruas e parar o país, a CUT e a CTB precisam convocar greves que caminhem de fato para uma greve geral.

A força dos 100 mil nas ruas e nas lutas precisa servir para mudar as regras do jogo, não basta mudar os jogadores. É preciso se apoiar nessa força para lutar por uma Assembleia Constituinte que apresente uma alternativa diante da crise política, para acabar com os privilégios e debater os reais problemas de nosso país.




Tópicos relacionados

Golpe institucional   /    CUT   /    Governo Temer   /    Faísca - Juventude Revolucionária e Anticapitalista   /    Michel Temer   /    Campinas   /    Política

Comentários

Comentar