Gênero e sexualidade

ARGENTINA: PTS/FIT

28M: PTS apresenta novamente projeto de lei pela legalização do aborto na Argentina

Frente a oitava apresentação do projeto de lei da interrupção voluntária da gravidez na próxima terça-feira dia 28 no congresso, reproduzimos o comunicado de imprensa do PTS na Frente de Esquerda.

terça-feira 28 de maio| Edição do dia

Frente a oitava apresentação do projeto de lei da interrupção voluntária da gravidez na próxima terça-feira dia 28, a deputada Myriam Bregman do PTS/Frente de Esquerda (FIT na sigla em castelhano), afirmou que “a clandestinidade do aborto leva a vida das mulheres mais jovens, trabalhadoras e pobres. Nos bairros populares isso se vê diariamente, inclusive com adolescentes que se veem obrigadas a parir para não morrer pela clandestinidade, porque não tem dinheiro para interromper a gravidez em uma clínica privada, nem educação sexual em seus colégios nem acesso a anticoncepcionais gratuitos”. “Não podem pedir que esperemos enquanto as mulheres seguem morrendo e as meninas são obrigadas a parir”, e destacou que “com meu companheiro Nicolás Del Caño e a Frente de Esquerda (FIT), vamos insistir com a urgência do tratamento desta exigência no congresso”.

A deputada portenha expressou ainda que “sou muito respeitosa com todas as ideologias e crenças religiosas, mas elas não podem determinar as políticas públicas. Não podem unir os lenços azuis e verdes porque o lenço azul é o símbolo da militância pela imposição sobre todas nós. O lenço verde simboliza uma exigência de anos do movimento de mulheres, para que não decidam por nós, para que não morram mais pessoas gestantes”.

Bregman afirmou que “se o direito ao aborto não é lei, é porque nos impuseram o filtro de uma casta de políticos que não têm ideia do que é a clandestinidade” e destacou que “na renovação do congresso tem mais dos que votaram a favor do que os que votaram contra. Do “Cambiemos” sabemos que podemos esperar, mas também temos que prestar atenção e ter cuidado com as alianças do peronismo e o Kirchnerismo nas províncias, porque implicam que as listas armarão personagens anti-direitos como Manzur ou Bertone. Não queremos mais surpresas, todos os candidatos a deputados e senadores nacionais tem que dizer em que vão votar quando chegam ao congresso”, sustentou. “nossas vidas não podem esperar. O direito a não morrer tem que ser legal, e tem que ser agora”, finalizou a deputada da esquerda.

Nicolás Del Caño, que será novamente um dos assinantes do projeto, destacou que “desde a conformação da Frente de esquerda, o direito ao aborto é um tema prioritário em nossa plataforma, e assim se tem demonstrado no Congresso nacional e nas legislaturas provinciais, onde todas e todos nossos parlamentares tem acompanhado ativamente essa exigência, como faremos amanhã”.




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