Política

#28A DIA HISTÓRICO DE LUTA

28A já é a maior paralisação em décadas, mostrando disposição de luta contra reformas de Temer

Com inúmeras categorias paralisadas, piquetes e cortes de avenidas e rodovias, se enfrentando com a repressão policial em muitos locais, e parando diversas capitais, o 28A já é um dia histórico de luta dos trabalhadores, mostrando uma imensa disposição de luta para barrar os ataques de Temer.

sexta-feira 28 de abril de 2017| Edição do dia

Se o 15M foi uma grande demonstração de forças dos trabalhadores, o 28A já entrou para a história como a maior paralisação da classe trabalhadora brasileira em décadas. Em capitais como Brasília, Salvador, Belo Horizonte, Maceió, Goiânia, Campo Grande, Porto Alegre, Manaus, Recife e São Paulo os ônibus e em grande parte os metrôs estão parados. No Rio de Janeiro, as barcas estão completamente paralisadas. Em outras cidades de grande importância, como Santos e São José dos Campos, também estão parados os transportes.

Fábricas, escolas, universidades, transportes, comércio: é difiícil encontrar um setor da economia que não tenha sido fortemente atingido pela adesão massiva em todo o país a esse dia nacional de luta contra as reformas do presidente golpista Michel Temer e o Congresso de corruptos e privilegiados.

Pelo país inteiro, fábricas estão paradas, como as grandes montadoras do ABC Paulista e a siderúrgica Vallourec em Contagem-MG onde a patronal recorreu à repressão policial para furar os piquetes de greve

Estradas, rodovias, avenidas estão bloqueadas nas cidades, em muitos casos enfrentando a dura repressão da polícia. No Rio de Janeiro, a ponte Rio-Niterói foi bloqueada, e também a Transoeste. Em Recife, a Avenida Norte e Cruz Cabuçá também estão paradas. Em São Paulo, a rodovia Regis Bittencourt que liga a capital ao sul do país também foi bloqueada. Em Natal, a BR 101 está fechada. Entre muitos outros pontos em todo o país.

Em Guarulhos, os aeroviários bloquearam os dois acessos ao aeroporto e, mesmo após frote repressão da polícia do governador tucano Geraldo Alckmin, unificaram-se aos metalúrgicos da cidade. No Rio de Janeiro, o aeroporto Santos Dumont paralisou totalmente.

Em Campinas, a juventude da universidade e das escolas se juntaram aos trabalhadores das fábricas da região para realizar um corte na rodovia Santos Drummond, na região do Ouro verdade.

Enquanto isso, a mídia tenta desesperadamente esconder a importância histórica desse dia e a massiva adesão dos trabalhadores nacionalmente. O que está claro é que o 28A demonstra a capacidade e a disposição da classe trabalhadora em levar adiante uma luta séria e decidida contra as reformas de Temer. Apesar das direções sindicais que procuram frear as mobilizações e apaziguar os conflitos, é possível organizar em cada local de trabalho e exigir que essas direções se incorporem à preparação de uma greve geral até derrubar Temer e todos os seus ataques.

Siga acompanhando pelo Esquerda Diário as ações dos trabalhadores no 28A.




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