Gênero e sexualidade

#28A

#28A As mulheres não vão pagar pela crise com a reforma da previdência

Os ataques que estão sendo levados a frente pelo governo golpista de Temer, serão profundos para toda a classe trabalhadora, mas atacarão principalmente as mulheres, por isso é muito importante que nos organizemos para combater os ajustes e num único grito preparar uma greve geral até derrubar Temer e as reformas.

Maíra Machado

Professora da rede estadual em Santo André e militante do MRT

quarta-feira 26 de abril| Edição do dia

Já está claro para todo mundo que o governo golpista de Michel Temer tem um objetivo claro: acabar com nossos direitos para seguir garantindo o lucro dos capitalistas. Por isso, desde o início do ano, trabalhadores e juventude vem se mobilizando para impedir esses ataques históricos que acabarão com as leis trabalhistas e com nosso direito à aposentadoria.

Essa situação que é drástica para todos os trabalhadores, será ainda pior para a vida das mulheres, que já recebem três vezes menos que os homens, sofrem com maior índice de desemprego, ocupam os postos de trabalho mais precários. Além disso, as mulheres sofrem com a dupla jornada de trabalho, tendo que garantir o trabalho doméstico não remunerado e o cuidado com os filhos. Por isso, as mulheres tem que ser a linha de frente da greve geral e do combate contra os ataques.

A Reforma da Previdência quer igualar o tempo de contribuição de homens e mulheres para a aposentadoria, mas as mulheres começam a trabalhar mais cedo que os homens e somos nós que garantimos todos os trabalhos da casa. Portanto, trabalhamos mais e nossos salários não são igualados aos salários dos homens.

Em nosso país hoje, as mulheres são maioria nos postos de trabalho terceirizados. Com a aprovação da terceirização irrestrita essa realidade será ainda mais implacável e afetará todos os ramos de produção capitalista. Agora até mesmo as professoras com contrato precarizados de trabalho poderão ser contratadas por empresas, o que isentará o governo de garantir nossos direitos trabalhistas.

O governo quer acabar com a CLT, o que pode acarretar com o fim da licença maternidade. Colocará mulheres grávidas para trabalhar em áreas de risco e irá impor jornadas de trabalho de 12 horas. Os patrões que decidirão o horário de trabalho e os acordos com os trabalhadores, um ataque sem precedentes para o conjunto dos trabalhadores.

Os capitalistas e os governos aliados aos interesses dos poderosos dizem que as reformas são o único caminho para tirar o país da crise, esse discurso é propagado por toda a mídia oficial que quer ajudar o governo a aprovar seus ajustes pacificamente. Tudo isso acontece, justamente em meio ao maior escândalo de corrupção que envolvem todos os políticos da ordem com as delações da Odebrecht.

Temer, que está com a popularidade baixíssima quer atacar nossos direitos rapidamente e nós não podemos aceitar caladas. O próximo dia 28 promete ser histórico e paralisará diversas categorias, mostrando a força de trabalhadores e trabalhadoras em todo o país. Nós, mulheres trabalhadoras precisamos ser o exemplo, paralisando nossas atividades e lutando para derrotar as reformas.

Junto aos demais trabalhadores precisamos preparar um verdadeira greve geral até que Temer e os ataques caiam e com nossa força poderemos impor uma Assembleia Constituinte Livre e Soberana, que questione os privilégios e altos salários, para que todo político ganhe como uma professora.

A força de nossa luta independente pode mostrar o caminho para o fim do desemprego, igualdade de salários, redução da jornada de trabalho para que sejam os capitalistas que paguem pela crise. A luta das mulheres é primordial para que sejamos vitoriosos e arrastemos com a gente o conjunto dos explorados e oprimidos.




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