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CORONAVÍRUS

200.000 trabalhadores da saúde infectados com Covid-19 em todo o mundo

O Conselho Internacional de Enfermeiros (ICN) informou que, pelo menos, 90 mil profissionais de saúde foram infectados com Covid-19 em todo o mundo. Com as subnotificações, esse número pode chegar a quase 200 mil.

sexta-feira 8 de maio| Edição do dia

Howard Cotton, diretor executivo do Conselho Internacional de Enfermeiros (ICN), disse que o registro de infecções aumentou em trabalhadores da saúde, de 23.000 para 90.000 nas últimas semanas.

“Segundo suas declarações, estima-se que o número suba para o dobro dos registros oficiais, uma vez que estes não incluem todos os países que registram os contágios.”

Segundo a Forbes, o número de 90.000 contágios é baseado em relatos da mídia, dados governamentais e informações de 30 países de associações nacionais de enfermagem. Além de 130 associações nacionais que contam com cerca de 20 milhões de enfermeiros registrados.

"Se a taxa média de infecção dos profissionais de saúde - estimamos que cerca de 6% - se aplica a isso, o número global pode ser de mais de 200.000 infecções de profissionais de saúde hoje", disse Cotton.

Além disso, não é segredo que os governos ocultam números. Segundo o diretor executivo da ICN, os 194 estados membros da Organização Mundial da Saúde (OMS) não estão fornecendo dados completos sobre seus profissionais de saúde.

Situação na América Latina

Segundo a BBC, na América Latina, um dos países mais afetados é o Equador, com 1.500 médicos infectados e 21 mortos. No Brasil, somente na cidade de São Paulo, cerca de 2.000 profissionais de saúde manifestaram sintomas e estão em isolamento.

No México, das 27.634 infecções confirmadas por coronavírus, 1.934 estão no setor da saúde. No entanto, os trabalhadores têm denunciado de forma consistente que não estão sendo realizados exames para aqueles que apresentam sintomas, portanto, não há certeza sobre os números reais de contágio.

“Esses números não incluem os funcionários do hospital, que também sofrem uma exposição significativa.”

O que aparece como constante, em quase todos os países que enfrentam a crise da saúde hoje, é a escassez de equipamentos e suprimentos de proteção para os trabalhadores da saúde.




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