Economia

CRISE ECONÔMICA

20 Estados já atrasaram o pagamento de servidores desde 2015

Guilherme de Almeida Soares

São José dos Campos

quinta-feira 6 de outubro| Edição do dia

O Tesouro Nacional, responsável por conceder as garantias necessárias para que as operações de empréstimo sejam realizadas com as instituições financeiras, vê a inciativa com bons olhos, desde que os Estados preencham os requisitos necessários.

De acordo com a secretária do Tesouro, Ana Paula Vescovi, na audiência do Senado: ’’Tem uma demanda dos Estados por R$ 7 bilhões em operações de crédito. Temos um limite de 20 bilhões para 2016, mas boa parte já foi concedida e temos um saldo que se aproxima desses 7 bilhões, mas muitos dos Estados já deram entrada em novos pedidos’’. ’’Se houve um entendimento dos Estados para rever essa alocação, os governadores podem trazer para nós. O único critério é que só consideramos operações de crédito dos que tem condição de tomar’’.

De acordo com o governador do Piauí, existem hoje 11 Estados com pedidos de empréstimo em aberto no Tesouro Nacional, sendo que dez são da regiões Norte, Nordeste e Centro Oeste e outro é o Paraná.

A ideia é que cada Estado dessas regiões receba um valor correspondente á fatia a que teria direito caso a União Nacional tivesse feito o repasse emergencial de 7 bilhões demandado pelos governadores. Existe um pedido para que essa liberação seja feita de forma emergencial, uma vez que a tramitação de um pedido de créditto pode levar até um ano caso de operações interna.

Os governadores tem lutado pelos empréstimos para conseguir alavancar investimentos e liberar o montante de recursos proprios para o pagamento de despesas correntes, incluindo salários. Desde 2015, apenas Alagoas, Maranhão, Piauí, Ceará, Bahia, Acre e Santa Catarina conseguiram manter os pagamentos de servidores em dia. Os governadores do Nordeste, Norte e Centro - Oeste devem se econtrar na próxima segunda - feira em Brasília para uma reunião definitiva. Na mesa, estará uma edição de uma avalanche de decretos de calamidade financeira.

Quem paga a divida dos Estados? E quem paga pela crise econômica?

Enquanto os governadores destes Estados fazem suas negociatas com as grandes empresas, os trabalhadores são obrigados a apertarem o cinto por conta da atual crise econômica que o país está vivendo. Estas empresas que estes governadores fazem sua negociata, deveriam ter o seu lucro taxado para poder garantir o sustento das famílias que estão sofrendo problemas com o salário.

Por sua vez, a saída que o Estado encontra para ’’solucionar’’ este problema é pedir emprestimo para a União. Pra depois pagar esta divida, os governadores terão que realizar cortes na educação e saúde, assim como retirar direitos dos trabalhadores e setores populares da sociedade. Neste sentido, qualquer saída proposta seja pelo os governos e também pelo o governo golpista de Temer quem vai pagar a conta são os trabalhadores.

É preciso que a CUT e a CTB rompam com a sua paralisia e coloque em pé um plano de luta que responda a calamidade que estes estados estão passando. Para nós, é preciso uma convocar uma Assembléia Constituinte Livre e Soberana imposta pela luta dos trabalhadores capaz de barrar os cortes nas áreas sociais, assim como taxar progressivamente a fortuna dos grandes empresários e banqueiros.




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