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2 anos de "golpismo" do PSTU e o sindicalismo que leva ao apoio a Bolsonaro

Mais uma vez o PSTU paga o preço dos seus mais de 2 anos de golpismo, e o sindicalismo que leva a construção de chapas no movimento sindical totalmente por fora da politica, e assim consequentemente, da independência de classe.

quinta-feira 25 de outubro| Edição do dia

Depois de eleger André Viana, do Podemos, vereador apoiador de Bolsonaro, para dirigir o Sindicato Metabase em Itabira MG, mais uma vez o PSTU paga o preço dos seus mais de 2 anos de golpismo, e o sindicalismo que leva a construção de chapas no movimento sindical totalmente por fora da politica, e assim consequentemente, da independência de classe.

Dessa vez, Marcos Antonio Coutinho, ex cabeça da chapa de oposição "Renovação Sindical" em rodoviários de SP, apoiada e coordenada pela CSP-Conlutas, e atual Diretor Executivo e Secretário de Manutenção do SindMotoristas-SP, foi quem usou sua página do Facebook para entrar na campanha de Bolsonaro, com declarações e vídeo em apoio ao candidato no segundo turno.

Provavelmente, a resposta na ponta da língua do PSTU sobre isso será dizer que Marcos não é militante do partido, e que o programa da chapa que apoiaram e ajudaram a coordenar não constava apoio a Bolsonaro, e que estavam organizando uma chapa contra umas das mais mafiosas alas da burocracia sindical. E por fim, tentariam demonstrar um "falso orgulho", que por trás esconde uma gigantesca crise política, dizendo que estão "disputando a consciência dos trabalhadores na base".

Mas aí que reside as perguntas estratégicas fundamentais: Como se combate à burocracia sindical apenas com sindicalismo? Como se disputa a consciência dos trabalhadores, por fora do combate a extrema direita? E pior, como se faz esse combate compartilhando como partido da tese fundamental da direita de que "não houve golpe"?

Assim como para a direita, o PSTU considera que o impeachment, resultado do golpe institucional iniciado em 2016, teve aspectos progressivos para a classe trabalhadora. Para essa tese não seria falso afirmar, de que o anti petismo que se apoia o Bolsonarismo, o PSTU considera "progressivo", só não foram até o limite disso como a pequena seita sindicalista Transição Socialista, que faz Campanha pelo Voto Nulo em meio ao segundo turno, mas faltou pouco.

A questão que fica atualmente é como explicar para militancia a atual posição do partido, depois de disseminarem essa tese com tanta efusão? De fato, a cabeça da militância do PSTU deve estar perdida que nem cego em tiroteio, e não a toa muitos dos sindicalistas que apoiaram estão agora nesse momento decisivo da situação política do país fazendo campanha de forma entusiástica a favor de Bolsonaro.

Essa é a "Rebeliao" sem sujeito de classe do PSTU, mas essa capitulação não é somente ao golpismo da direita. Durante mais de 2 anos, principalmente no movimento sindical dirigindo a CSP- Conlutas, o PSTU não levou a frente a luta pelas liberdades democráticas, a defesa do voto popular, não denunciou nenhuna manipulação do judiciário golpista nas eleições, pelo contrário com a política de "Fora Todos" fez coro com a lava jato, chegando ao cumulo de pedir a prisão de Lula, e claro foi incapaz de se enfrentar contra a traição da burocracia sindical petista da CUT e CTB, além da Força Sindical e demais centrais aliadas do governo, em relação a luta contra as reformas de Temer. Ao abandonar a independência de classe, deixando de lado o combate à direita, o PSTU também facilita o trabalho do PT em impedir que surja uma alternativa independente a esquerda, por fora da sua estratégia eleitoral e de conciliação de classes.

O PSTU nao quis enxergar o básico entre o que é esquerda e direita. E agora diante a ameaça real da extrema direita, fruto do golpe institucional, a realidade impôs ao partido um giro oportunista, por fora de qualquer balanço, da sua política como forma de tentar evitar o naufrágio, mas como todos estão vendo não sem colher o que plantou durante mais de 2 anos de defesa do golpismo.




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