BRASIL/ CLASSE TRABALHADORA / GREVE GERAL DE 1917

1917: Quando as fábricas pararam e os operários tomaram São Paulo

Gilson Dantas

Brasília

terça-feira 12 de dezembro de 2017| Edição do dia

A classe trabalhadora de São Paulo protagonizou, cem anos atrás, uma das mais poderosas greves da história da América Latina e, em termos de Brasil, a mais portentosa e combativa greve da nossa história.

A classe patronal esteve à beira de perder o controle da principal cidade industrial do país em 1917, em um movimento paredista deflagrado na zona norte da cidade [Cambuci, Belenzinho, Braz e outros bairros como Ipiranga, onde se concentrava o jovem proletariado brasileiro]. A vontade de combate e de dirigir a produção e a vida foi evidência clara do seu potencial revolucionário.

Com elementos de duplo poder, de aliança fábricas-bairro, de combates de rua, com grandes perdas provocadas pela polícia assassina da “república dos fazendeiros” [mas também vítimas policiais], aquela greve – de direção anarquista – nos legou muitas lições, funcionando como uma espécie de “ensaio geral” para lutas posteriores.

Na palestra a seguir, realizada por pós-doutorando pela UnB e integrante do Esquerda Diário, a intenção – como parte das comemorações do centenário daquela greve histórica – para além de recuperar os fatos históricos [que país era aquele, que classe operária existia, em que condições e como se deu aquele movimento] foi a de apresentar ao debate elementos do grande legado político daquelas jornadas.

A potência daquele jovem proletariado é inegável e se evidencia pelo simples exame dos combates e da disposição de luta de uma classe que, pela primeira vez, se postulava como sujeito histórico, político. No entanto, igualmente importante pode ser pautar lições e elementos teóricos que possamos resgatar daquele momento em que a classe trabalhadora transcendeu sua condição de apenas oprimida e se lançou aos céus, marcando nossa história para sempre. Você pode conferir, na palestra abaixo, alguns desses elementos.

Nosso Esquerda Diário, cada vez mais lido por uma juventude e uma esquerda que se localizam contra a ordem capitalista vigente, se soma, também dessa forma, à homenagem aos 100 anos daquelas jornadas dos mais abnegados combatentes da nossa classe trabalhadora, e procura celebrar, ativamente - lutando pela revolução socialista nas nossas terras -, a grandeza de um proletariado que emergiu com tamanha potência, já desde suas gloriosas origens.

[A palestra a seguir, de 1h 13 minutos, foi realizada no sindicato dos assistentes sociais do DF, SINDSASC, em setembro deste ano de 1917, com o propósito de debater os 100 anos daquela greve; uma observação: diante da dificuldade de melhorar a qualidade do áudio da palestra, nos comprometemos a elaborar um resumo do tema, a ser proximamente publicado no Esquerda Diário]




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