Política

15M NO ESPÍRITO SANTO

15M no ES reúne dezenas de milhares em diversas cidades

Mesmo com a manobra das burocracias sindicais da CUT e CTB para dividir o ato em 2, as manifestações no ES reuniram milhares de pessoas.

quinta-feira 16 de maio| Edição do dia

Mesmo frente a burocracia sindical da CUT e CTB, que dividiu o ato em dois, numa clara tentativa de desmobilizar a organização dos estudantes e de trabalhadores de várias categorias, dezenas de milhares de pessoas saíram às ruas no Espírito Santo: em São Mateus, Colatina, Vila Velha e Vitória, contra os cortes do governo à educação.

Em Vitória, a manifestação saiu de dois pontos: da Ufes, que já contava com cerca de 10 mil pessoas, e outra concentração saiu do Ifes, para se encontrarem no final da Reta da Penha e seguir até a Assembleia Legislativa para o encerramento.

Como se não bastasse todos os ataques que o governo Bolsonaro já vem implementando, o mesmo anuncia um corte de mais de 30% das verbas da educação, inviabilizando universidades e escolas e cortando bolsas de pesquisa. Fazendo chantagem e tentando usar como moeda de troca outro direito fundamental dos trabalhadores, através da Reforma da Previdência, Bolsonaro conseguiu provocar a revolta da juventude e dos trabalhadores contra os ataques deste governo.

Estamos só começando, é a hora de massificar ainda mais a luta em cada local de estudo e trabalho, ganhando novos setores que ainda não perceberam que podemos aproveitar as divisões entre os de cima, que começaram agora as batalhas decisivas e que podemos barrar os ataques se não permitirmos que dividam os trabalhadores e estudantes, como se a luta contra os ataques à educação fosse algo separado da luta contra a reforma da previdência.

Este dia 15 foi o início de uma luta sem tréguas, com mais de 1 milhão nas ruas mostrando a força para enfrentar os cortes de Bolsonaro e a Reforma de Previdência. Precisamos de assembleias e comitês de base, e encontros regionais que coordenem um plano de lutas ativo e combativo para derrotar Bolsonaro e para que os capitalistas paguem pela crise. Não podemos esperar o dia 14 de junho, para quando está convocada uma paralisação nacional, para dar novas demonstrações de força.
Não podemos deixar nas mãos das cúpulas das entidades sindicais e estudantis o poder de decisão das mobilizações. Muito menos nas mãos das burocracias universitárias. É a base que está em movimento que precisa decidir os rumos da luta, sem nenhuma confiança nas cúpulas, que já deram muitas demonstrações que não vão levar à frente nenhuma luta séria.

Por isso, é urgente construir um comando único nacional de delegados eleitos nas assembleias de base, começando pelo movimento estudantil que está na linha de frente da mobilização, exigindo da UNE que garanta sua convocação imediatamente. Fazemos um chamado ao PSOL para que coloque as entidades estudantis e sindicais que dirige a serviço dessa batalha, usando inclusive seu peso parlamentar e de figuras como Guilherme Boulos para fortalecer nossa luta.

Precisamos exigir por ainda mais, questionando pilares do sistema que favorecem a poucos. Por uma universidade que realmente atenda às necessidades dos trabalhadores e do povo pobre, levantando o fim do vestibular e a estatização das universidades privadas. Também precisamos nos posicionar contra o pagamento da dívida pública, ilegal e fraudulenta, que pelo seu pagamento sacrificam nosso futuro e descarregam a crise em nossas costas.

O que está em jogo é o nosso futuro, nos estudos, no trabalho, na aposentadoria. Para enriquecer a si e aos donos das dívidas, Bolsonaro e os empresários estraçalham nossas perspectivas de futuro. Nessa batalha somos nós ou eles. Façamos que sejam eles, os capitalistas que paguem pela crise!




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