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150 estudantes em assembleia da UFRN deliberam plano de luta em defesa das bolsas e contra o Future-se

Nessa quarta-feira, 23, os estudantes da UFRN realizaram uma forte assembleia frente a ameaça da reitoria de cortar bolsas a partir do mês de novembro. Foram cerca de 150 estudantes reunidos em frente ao novo refeitório universitário, entre os setores 3 e 4.

sexta-feira 25 de outubro| Edição do dia

Debatendo a situação política do país e do mundo, deliberaram um plano de lutas até que nenhum estudante fique sem bolsa e sem auxílio e nenhum trabalhador terceirizado pague pelos cortes de Bolsonaro e da reitoria.

No debate, ficou evidente que a reitoria não é aliada dos estudantes na luta em defesa da universidade. Em primeiro lugar porque ela se recusa ao mínimo que é posicionar-se contra o Future-se.

Segundo porque está usando a reforma do RU para demitir e diminuir o quadro de trabalhadores, demitindo quase 100 terceirizados, sem nenhuma garantia de que irá recontratar a todos. Vimos com a morte de Aldo, que ficou trancado dentro da Reitoria, o descaso que ela trata esses trabalhadores e suas famílias.

E terceiro por que ela está dizendo agora que vai “cortar cabeças”, que não tem dinheiro para garantir a alimentação dos estudantes e outras bolsas estudantis. Anunciou que se em novembro o RU não estiver pronto para atender os estudantes, terá que cortar de bolsas de apoio técnico, extensão e pesquisa para pagar os auxílios alimentação, que vem sendo garantidos desde o início da reforma.

Além disso, outubro está acabando e teve estudante que ainda não recebeu o dinheiro desse auxílio e outros, como auxílio creche, com muitos fazendo apenas uma refeição por dia para seguir estudando. Não obstante, a reitoria já anunciou que diminuirá o valor desses auxílios, quebrando o acordo com os estudantes, argumentando que ela não tem obrigação de garantir a quarta refeição desses alunos.

A luta chilena e de outros povos da América Latina e do mundo foi parte de diversas intervenções e de um vídeo de apoio às greves e manifestações em repúdio ao Estado de Exceção e a violência do regime herdeiro de Pinochet.

Essa luta serviu de exemplo de como os estudantes devem confiar apenas nas suas próprias forças, no desenvolvimento da sua auto-organização, se quiserem derrotar os cortes nas universidades, o Future-se, e obrigar que se revogue a reforma da previdência e todos os ataques do golpismo, ao lado dos trabalhadores.

Nesse sentido que juventude Faísca, junto com estudantes da Pedagogia e outros cursos, cobraram um balanço da UNE que impôs uma divisão da luta estudantil nos últimos meses, que fazia chamados de dias de luta sem nenhum plano para massifica-los, com base nas assembleias e reuniões de base, tanto que deixou a greve na UFSC terminar isolada, tudo para manter o seu controle burocrático da organização dos estudantes. Uma estratégia divisionista imposta pela inação das grandes centrais sindicais controladas pelo PT e PCdoB, CUT e a CTB, para garantir as negociações dos governadores do NE da reforma da previdência e a privatização do pré-sal.

Fruto dessa discussão, foi aprovada uma moção dessa assembleia que exigia dessas grandes centrais sindicais que organizassem assembleias nas fábricas e locais de trabalho para responder a aprovação em segundo turno no Senado da reforma da previdência.

Confira o calendário de luta encaminhada dessa assembleia.

25/10 - Ato na reitoria, durante a cerimônia de encerramento do eCICT, às 18h;
26/10 - Ato em frente ao antigo hotel Reis Magos, em repúdio ao descaso do atual governo em relação as manchas de petróleo crú americano que já atingiram toda a costa do litoral nordestino, às 10h;
31/10 - Ato na ECT, em cobrança ao cumprimento do prazo de reabertura do RU e dos refeitórios, às 17h;
05/11 - Ato na reitoria (caso o prazo de reabertura do RU não seja cumprido), às 15h;
11/11 - Assembleia com os três setores (ainda a confirmar).




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