Mundo Operário

GREVE GERAL

Greve em MG paralisa educação, metrô, serviços públicos e Petrobras

Em Minas Gerais, os trabalhadores deram uma tremenda demonstração de forças paralisando em diversas categorias e locais de estudo.

sexta-feira 14 de junho| Edição do dia

Estudantes e trabalhadores deram um grande exemplo da sua força em luta contra a reforma da previdência e os ataques do governo Bolsonaro nesse dia de paralisação nacional.

O Metrô de Belo Horizonte, capital mineira, amanheceu completamente parado por conta da mobilização dos trabalhadores contra a reforma da previdência. Uma fortíssima adesão, que paralisou 100% do serviço.

O Tribunal Regional do Trabalho determinou uma liminar que determinava a circulação de 100% dos vagões nessa sexta-feira, em uma medida que viola o direito de greve desses trabalhadores, a mando da CBTU (Companhia Brasileira de Trens Urbanos. A medida impõe uma multa de R$ 200 mil ao sindicato da categoria. Não foi essa ameaça isso que impediu a luta desses trabalhadores.

Os ônibus da capital amanheceram parcialmente paralisados, com fechamento de garagens e cortes de avenidas, apesar do sindicato ter se recusado a mobilizar os rodoviários para que estivessem a frente do combate a reforma da previdência.

Nas ruas, movimentos sociais promoveram bloqueios na BR 381, mas também nas AV. Vilarinho e Av. Amazonas. Nessa manhã terá início à concentração para o ato no centro de Belo Horizonte, que se inicia às 11:00H na Praça Afonso Arinos.

O 14J mineiro conta com forte paralisação de professores e trabalhadores da educação de escolas do estado e municipais. Somam-se a eles os estudantes, professores e técnicos administrativos da UFMG e da UEMG, além de uma forte mobilização de secundaristas do CEFET e IFs, que lotaram as ruas no 15 e 30M.

Nas universidades privadas PUC-MG e UNA também foi organizado o forte dia de paralisação. O Colégio Loyola também paralisou, aderindo ao chamado do sindicato da categoria. Estudantes do colégio Santo Agostinho publicaram carta em apoio aos trabalhadores paralisados nesse dia de greve geral, uma importante medida de solidariedade.

Como parte de um forte dia de paralisação nacional nas refinarias, os petroleiros paralisaram e a REGAP (Refinaria Gabriel Passos) não funciona no dia de hoje. Também pararam bancários e trabalhadores da Copasa e Cemig. Servidores municipais de BH da saúde e administração também aderiram hoje à paralisação.

Minas Gerais dá um enorme exemplo da força da juventude e dos trabalhadores nas ruas nessa paralisação nacional, apesar das burocracias sindicais e estudantis e seus interesses atuarem para impedir a unificação das lutas para derrotar Bolsonaro e o Centrão. Parem de negociar nosso futuro! Basta de traições: é preciso que as centrais sindicais organizem um plano de luta sério até derrubar a reforma da previdência!




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