Mundo Operário

DESEMPREGO

12,4 milhões de desempregados e a classe trabalhadora segue pagando pela crise

Em reportagem de hoje (29), a Folha de São Paulo anunciou de forma otimista uma redução na taxa desemprego do país, chegando a uma média de 11,7% de desempregados e com 12,4 milhões de trabalhadores ainda à procura de um emprego.

quinta-feira 29 de novembro| Edição do dia

foto: Tiago Queiroz/Estadão Conteúdo/AE

A mesma reportagem de forma contraditória a seu otimismo inicial, fala que no mesmo período, mesmo assim, não cresceu o percentual de trabalhadores com carteira assinada, sendo 32,9 milhões de pessoas. Fala também sobre o crescimento de empregos sem carteira assinada no período de julho a outubro, somando mais de 500 mil trabalhadores entrando para informalidade. Soma-se aí as pessoas que desistiram de ter um trabalho formal e se viram por conta própria, e a preocupante situação do crescente número de pessoas que perdem direitos e são obrigados a trabalhar nas piores condições para sobreviver. Ou seja, o que cresce mesmo na país é o subemprego.

Tudo isso é fruto das consequências do golpe e do governo Temer, que veio para acelerar e aprofundar os ataques e reformas que o PT já vinha fazendo, como se vê com o alto nível de desemprego que tivemos já no governo Dilma, de 9% no fim de 2015.

Agora Bolsonaro quer acelerar ainda mais os ataques do golpista Temer, seu aliado no governo de transição, para destruir direitos e fazer os trabalhadores pagarem pela crise econômica enquanto os ricos e grandes empresários seguem se enriquecendo cada vez mais.


Feirão de emprego em SP em julho deste ano. Foto: Danilo Verpa/Folhapress

Com o golpe, Temer tratou de aplicar todos os ataques que o imperialismo e a burguesia nacional exigiam para manter seu controle político sobre o país e retomar a taxa de lucro diante da crise que eles próprios criaram e agora Bolsonaro quer descarregar nas costas dos trabalhadores, das mulheres, negrxs e LGBT+, da população pobre que sustenta tudo com seu trabalho.

A reforma trabalhista, a terceirização, a precarização, a exclusão do mercado de trabalho e o desmonte da justiça trabalhista e do Ministério Trabalho estão avançando a passos largos, trazendo desalento e fome, enquanto Bolsonaro, com sua base de força, o judiciário e os militares, seguem não só garantindo os ataques, mas prometendo mais, com privatizações, repressão aos movimentos sociais e a educação com o escola sem partido, além da total entrega e submissão aos EUA.

A conjuntura exige luta e organização, por isso é preciso que as centrais sindicais, como a CUT e a CTB, organizem em todos os locais de trabalho e estudo, comitês de base para enfrenta a direita e o imperialismo, com os métodos próprios da classe trabalhadora, como as greves, pois é nas ruas que eles serão derrotados.




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