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10 motivos para votar na chapa Primavera nos Dentes para o DCE da USP

Conheça a chapa Primavera nos Dentes, composta por estudantes da Faísca e independentes, para o DCE da USP. Por um DCE que realmente organize a resistência aos ataques dos golpistas e da reitoria, de maneira independente do PT.

domingo 6 de novembro| Edição do dia

POR UM DCE QUE REALMENTE ORGANIZE A RESISTÊNCIA AOS ATAQUES DOS GOLPISTAS E DA REITORIA, DE MANEIRA INDEPENDENTE DO PT

1. Para lutar contra os ataques como a PEC 241, a reforma do Ensino Médio, as reformas da previdência, trabalhista e política, é preciso um DCE que impulsione uma forte mobilização contra os golpistas e reacionários como Temer, Alckmin e Dória, seus aliados no congresso e no judiciário, de forma independente do PT.

2. Precisamos nos somar à juventude de todo o país, que com as mais de 1200 ocupações de escolas e universidades, mostra a sua disposição para lutar, e que é possível resistir pelas nossas forças, não buscando um “mal menor”, e sim dando continuidade às mobilizações de Junho de 2013, ao levante de secundaristas em SP no ano passado, e às lutas da juventude na França, África do Sul e Estados Unidos nos últimos anos.

3. Em nossa universidade, o projeto privatista que se fortalece em todo país aparece sob o nome de “USP do Futuro”, uma parceria com a consultoria multinacional McKinsey que visa aprofundar as relações com a iniciativa privada. Além disso, a reitoria vem aprofundando o desmonte com a precarização do Hospital Universitário, das creches, da Escola de Aplicação, terceirização dos bandejões e da manutenção feita pela prefeitura, o congelamento de contratação de professores e demissão de funcionários, os cortes nas bolsas e verbas, entre outras medidas. Por isso, exigimos a abertura das contas da USP e das fundações privadas que atuam aqui dentro, e o fim dos cortes de Alckmin no repasse do ICMS e mais verbas pra educação pública. Além disso, lutamos contra a repressão a quem resiste a tudo isso, como os trabalhadores que tiveram os salários cortados pela greve, o Sintusp ameaçado de despejo, os trabalhadores e estudantes processados por lutar.

4. Não podemos permitir que o PT (que compõe a chapa “Todos os Cantos”) ressurja das cinzas e tome o controle de uma das principais entidades estudantis do país. Falam em DCE “aberto”, “transparente”, e “luta contra o golpe”, mas durante anos, o que vimos foram as burocracias petistas da UNE e UBES girando todas as suas forças para controlar os levantes da juventude. Essas burocracias, além de blindar o governo petista ¬– enquanto este implementava uma série de medidas contra a classe trabalhadora e a juventude, abrindo espaço para o fortalecimento da direita –, sequer organizaram uma verdadeira resistência ao golpe e aos ataques.

5. O DCE da USP precisa voltar a cumprir o importante papel que já teve na política nacional, o que já não acontece há anos. A chapa “Travessia” fala em fazer “um polo de resistência”, mas é composta pela atual gestão do DCE, que está aí há quase 10 anos e é o contrário disso. Falam em “unidade para vencer”, mas só se for a unidade entre eles mesmos pra vencer as eleições, pois na greve não conseguiram unificar nem os estudantes, muito menos com trabalhadores, secundaristas, ou as outras estaduais, e nas assembleias da greve foram contra o posicionamento contra o golpe.

6. Precisamos de um DCE vivo, combativo e proporcional. Somente com a mais ampla democracia em nossa entidade é que poderemos nos organizar para responder a situação política nacional. Defendemos as assembleias, a auto-organização pela base, e a proporcionalidade na gestão, pois acreditamos que uma entidade onde se expressem as diferentes posições dos estudantes e promova um debate político constante é a melhor forma de enfrentarmos os ataques dos governos e da reitoria.

7. Os trabalhadores são a classe que efetivamente pode parar o país, se aliar a eles é fundamental para podermos arrancar nossas demandas. Seja na luta em defesa dos nossos direitos ou como parte de um questionamento mais profundo do caráter da universidade e de toda sociedade, queremos forjar uma profunda aliança entre os estudantes e os trabalhadores de dentro e fora da universidade.

8. A USP é uma das universidades mais racistas e elitistas do país, mesmo com a forte luta que viemos travando, a reitoria se nega a pautar as cotas raciais. E se entrar já é difícil por conta do filtro social do vestibular, permanecer estudando também é um desafio, faltam vagas no CRUSP, nas creches e bolsas de auxílios. A política de permanência estudantil é insuficiente para atender a demanda. Nossa chapa defende a implementação imediata das cotas proporcionais para negros e indígenas, assim como uma política de permanência estudantil que possa atender a toda demanda.

9. Por uma DCE que lute contra o machismo, o racismo e a LGBTfobia. Seja na luta pelas cotas, na defesa das creches, contra a violência de gênero e LGBTfóbica, na greve ou em cada combate que travamos por uma educação pública e de qualidade, as mulheres, LGBTs e negros estiveram na linha de frente do movimento. É fundamental que o conjunto do movimento estudantil tome para si a demandas desses setores oprimidos e o DCE precisa estar na linha de frente de promover essa articulação.

10. Para nós essa luta defensiva e a resistência contra cada um desses ataques é parte da luta estratégica por uma universidade que esteja efetivamente a serviço da classe trabalhadora e da juventude pobre. Como parte dessa perspectiva defendemos o fim do filtro social do vestibular e a estatização das universidades privadas, investindo os bilhões da dívida pública na educação, pois só assim poderemos garantir o direito a educação para todos. E por isso lutamos contra essa estrutura de poder antidemocrática, racista, machista, LGBTfóbica e elitista. Defendemos uma estatuinte livre, soberana e democrática, e a partir dela o fim do reitorado e a dissolução do Conselho Universitário, para que a universidade seja gerida pelos estudantes, funcionários e professores, com maioria estudantil.




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