Política

BOLSONARO E A DITADURA MILITAR

10 frases de Bolsonaro defendendo a nefasta ditadura militar brasileira

O presidente Jair declarou, por meio de seu porta-voz, Otávio Rêgo Barros, nesta semana que haja uma celebração pelos 55 anos do golpe militar nos quartéis do país. O desejo de celebração do regime ditatorial militar se soma a um amplo histórico de frases reacionárias ditas pelo presidente reivindicando a Ditadura, defendendo seus torturadores e a impunidade assegurada pela Lei de Anistia dentro da transição pactuada.

quinta-feira 28 de março| Edição do dia

Bolsonaro parte de suas premissas reacionárias e relativistas da repressão brutal ocorrida no contexto da Ditadura Militar contra a classe trabalhadora e todos os que tombaram no seu enfrentamento para não reconhecer que houve um golpe em 64 ou mesmo uma ditadura em seu caráter autoritário.

Não à toa, o presidente que já defendeu a tortura e homenageou um dos maiores torturadores durante a ditadura e que chefiava o DOI-Codi, o Coronel Brilhante Ustra, trata a transição democrática, como se não houvesse nenhuma contrapartida violenta por parte dos militares, sendo que, segunda a Comissão da Verdade, houve, no mínimo, 434 mortes e desaparecimentos políticos, além de incontáveis prisões e torturas cometidas por esse regime.

“Não houve golpe militar em 1964 "

Durante entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura (30 de julho de 2018)

"Temos de conhecer a verdade. Não quer dizer que foi uma maravilha, não foi uma maravilha regime nenhum. Qual casamento é uma maravilha? De vez em quando tem um probleminha, é coisa rara um casal não ter um problema, tá certo? [...] E onde você viu uma ditadura entregar pra oposição de forma pacífica o governo? Só no Brasil. Então, não houve ditadura."

Em entrevista ao Brasil Urgente, da TV Bandeirantes (nesta terça, 27 de março de 2019)

"Eu mostrei, e hoje em dia grande parte da população entende, que o período militar não foi ditadura, como a esquerda sempre pregou. (...) Por que tinha censura muitas vezes? De acordo com o articulista, a palavra-chave que estava naquela matéria era para executar um assalto a banco ou até mesmo executar uma autoridade em cativeiro. Essa foi a censura."

Em entrevista ao Jornal da Band, da TV Bandeirantes (29 de outubro de 2018)

"31 de março de 1964, Devemos, sim, comemorar esta data. Afinal de contas, foi um novo 7 de setembro [...] O Brasil merece os valores dos militares de 1964 a 1985."

Em vídeo publicado nas redes sociais (31 de março de 2016)

"Sou capitão do Exército, conhecia e era amigo do coronel, sou amigo da viúva. (...) o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra recebeu a mais alta comenda do Exército, a Medalha do Pacificador, é um herói brasileiro."

Declaração ao longo da sessão do Conselho de Ética realizada por seus elogios a Ustra durante a votação pelo impeachment de Dilma Rousseff

Suas declarações que reivindicam e legitimam seus aspectos mais sombrios se confluem por suas apologias as milícias contemporâneas, frutos da ditadura e da emergências de esquadrões de extermínio.

"O erro da ditadura foi torturar e não matar."

Em entrevista à rádio Jovem Pan (8 de julho de 2016)

"Pau-de-arara funciona. Sou favorável à tortura, tu sabe disso. E o povo é favorável também."

Em entrevista ao programa "Câmera Aberta", na TV Bandeirantes (1999)

“Se tivéssemos agido como a Colômbia, com humanismo, teríamos uma FARC no coração do Brasil e graças aos militares não temos”

Em entrevista à Rádio Super Notícia (10 de maio de 2018)

“Errar, até na sua casa, todo mundo erra. Quem nunca deu um tapa no bumbum do filho e depois se arrependeu? Acontece."

Em entrevista à Rádio Super Notícia (10 de maio de 2018)

Em 2018, o Estado Brasileiro foi condenado pela CIDH, Corte Interamericana de Direitos Humanos por não desenvolver a investigação pelo assassinato do jornalista e militante do Partido Comunista, Vladmir Herzog. Na contramão dos balanços críticos em relação a impunidade aos torturadores e se adaptando de forma oportunista pelas diversas contradições ao não prosseguimento das investigações desse crime, Bolsonaro pronuncia a seguinte frase:

"Ninguém tem prova de nada (...) Suicídio acontece, pessoal pratica suicídio"

Em entrevista ao programa "Mariana Godoy Entrevista", da RedeTV! (7 de julho de 2018)

Nós, do Esquerda Diário e do MRT, repudiamos a comemoração do golpe de 64: não esquecemos e não perdoamos! Exigimos a revogação da Lei da Anistia de 1979, assim como o julgamento e punição de todos os responsáveis civis e militares pela ditadura! É preciso arrancar do Estado a abertura irrestrita de todos os arquivos e documentos ocultos sobre os crimes da ditadura militar!




Tópicos relacionados

Abaixo a Comemoração do Golpe de 1964   /    Governo Bolsonaro   /    Jair Bolsonaro   /    Ditadura militar   /    Política

Comentários

Comentar