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10 ataques de Marchezan contra municipários e rodoviários que Porto Alegre deve rechaçar

O prefeito de Nelson Marchezan Jr (PSDB) governa contra a população. Desde o início do ano sua gestão não parou de atacar os trabalhadores dos serviço público municipal e os rodoviários. Listamos aqui algumas das medidas que atingem principalmente essas categorias, mas que devem ser rechaçadas por toda a população de Porto Alegre, apoiando a greve dos municipários e a luta dos rodoviários da capital.

terça-feira 3 de outubro| Edição do dia

1 - Parcelamento de salários dos trabalhadores do município

O terrorismo constante contra os trabalhadores municipários é uma marca da gestão de Marchezan. A exemplo de Sartori, o tucano também utiliza o parcelamento de salários dos servidores para fazer com os trabalhadores paguem pela crise. Além da humilhação de não ter garantido o direito mais básico de um trabalhador, que é seu salário pago em dia, o atraso nos pagamentos também precariza o serviço público e tem efeitos em toda a população.

2 - Privatização da Carris

A Carris é a maior empresa de transporte da capital gaúcha, única empresa pública do setor no estado. Já foi referência de qualidade do serviço prestado e hoje vive uma crise, fruto das gestões municipais que a sucatearam para privatizá-la. Marchezan, embora tenha dito durante sua campanha que não avançaria na privatização, logo que assumiu mudou o discurso e hoje faz uma verdadeira campanha para convencer os trabalhadores e a poulação de Porto Alegre da privatização. Basta olhar para as empresas privadas, o sucateamento das frotas, a perseguição aos trabalhadores (que também ocorre na Carris), tudo isso para sustentar os lucros absurdos da máfia dos transportes da capital. Esse é projeto que Marchezan e as gestões anteriores vem aplicando na Carris: sucatear para privatizar.

3 - Privatização do DMAE

O serviço de água e esgoto é absolutamente fundamental para a população. Mas para Marchezan, deve ser só mais uma fonte de lucro ao empresariado. A privatização do DMAE certamente geraria aumento das tarifas e provavelmente a piora na qualidade dos serviços prestados. Os trabalhadores vem realizando manifestações contra os planos de Marchezan. Essa luta deve, e precisa, se intensificar muito durante a greve dos municipários, que inicia na próxima quinta (05).

3 - Reorganização: um decreto contra a educação municipal

Outra marca importante do governo Marchezan são os ataques contra a educação pública municipal. Uma de suas primeiras ações no governo foi um decreto através do qual modificava a dinâmica das escolas, retirando períodos de preparação de aula e impondo uma rotina completamente diferente aos professores, alunos e funcionários. É lógico que a nova rotina proposta pela prefeitura não traz nenhum benefício, pelo contrário, gera ainda mais sobrecarga aos trabalhadores.

4 - Ataque ao EJA e aos estudantes de baixa renda

Não satisfeito, o prefeito atacou a Educação de Jovens e Adultos (EJA) na rede municipal, fechou o noturno do cursinho popular da prefeitura e ainda cortou do UNIPOA, programa da prefeitura que garantia bolsas de estudos nas universidades para alunos de baixa renda.

5 - Ameaça de extinção do cargo de cobrador

No transporte público a lista de ataques é grande. Em virtude da crise de seu governo, o prefeito não conseguiu levar a cabo todos eles, mas as tentativas já demonstram bem suas intenções. A extinção do cargo de cobrador é uma medida que Marchezan vem tentando executar desde o início do ano, e que enfrenta resistência. Isso porque extinguir o cargo significa fechar milhares de postos de trabalho na cidade, além de explorar inda mais os motoristas e aprofundar a precarização do transporte público na cidade.

6 - Cortes de linhas e tabelas no transporte público: demora, superlotação e demissões

Desde o início do ano as empresas cortam linhas e tabelas, gerando centenas de demissões entre os rodoviários, além de demora e superlotação nos ônibus. É o sufoco dos trabalhadores e da população que garante os lucros dos empresários.

7 - Aumento da passagem, apesar das mentiras do prefeito

Antes mesmo de ser empossado, Marchezan pediu à Câmara que renovasse a milionária isenção de ISS aos empresários do transporte, com a justificativa de não aumentar a passagem. Meses depois a tarifa aumentou para os absurdos R$4,05 cobrados atualmente, e a prefeitura utilizou o defasado salário dos rodoviários como justificativa para o aumento, tentando jogar toda a população contra a categoria.

8 - Ataques às isenções no transporte para garantir o lucro dos empresários

O prefeito ainda tentou retirar o direito à segunda passagem gratuita, previsto no cálculo da tarifa, sem reduzir a tarifa, ou seja, para encher os bolsos dos empresários. Ameaçou atacar a meia passagem estudantil, dos professores e até as isenções aos idosos!

9 - Ataques à liberdade de expressão

Ainda na Carris, a prefeitura persegue os trabalhadores que fazem críticas e expressam opiniões contrárias à gestão nas redes sociais, além de revistas bolsas e mochilas a empresa. Contra os servidores do município, Marchezan chegou a tentar proibir o Sindicato dos Municipários de organizar protestos durante as visitas do projeto Prefeitura nos Bairros, mas não conseguiu calar a voz dos trabalhadores.

10 - Atrasos de salários e manutenção de contratos ilegais de terceirização

Os trabalhadores terceirizados da limpeza urbana chegaram a paralisar suas atividades em virtude do atraso em seus salários imposto pela prefeitura. Na Fundação de Assistência Social à Comunidade, Marchezan também manteve o atraso de salários que já vinha desde a gestão anterior, e ainda demitiu os trabalhadores. Se os municipários estão sendo atacados, é claro que os terceirizados da prefeitura não deixariam de sofrer também com as medidas de Marchezan.

É hora de derrotar Marchezan

A greve dos municipários, deflagrada por uma grande assembleia na última sexta-feira (29), e que inicia na quinta (05) deve ser um forte golpe contra o prefeito. Essa greve se prepara desde o início do ano, quando Marchezan mal assumiu a prefeitura e já começou a atacar e tirar direitos dos trabalhadores. A confluência da luta dos municipários com a greve da educação estadual e de outras categorias do serviço público contra Sartori pode colocar em cheque o projeto golpista de fazer os trabalhadores pagarem pela em Porto Alegre e no Rio Grande do Sul. Uma luta que derrote o PSDB e o PMDB no sul pode servir de exemplo para a classe trabalhadora de todo o país para lutar contra os governantes que regionalmente aplicam ataques, e também contra Temer e os golpistas que nacionalmente destroem nossos direitos.

Por isso, Simpa e CPERS têm a tarefa de unificar a luta de municipários e trabalhadores em educação do estado. Convocar mobilizações unificadas, chamando também os rodoviários da Carris e das empresas privadas a se somar na luta, assim como os estudantes e todos os setores da sociedade.

Veja mais: A força dos professores do RS e dos municipários pode derrotar Sartori e Marchezan

É necessário, em cada local de trabalho e sobretudo desde as bases das categorias em greve, pressionar as centrais sindicais pela convocação e preparação de uma greve geral estadual. Retormar o caminho aberto pela greve geral do dia 28, parar Porto Alegre e o Rio Grande do Sul, e mostrar à casta política e aos capitalistas que a classe trabalhadora gaúcha não vai pagar pela crise.




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