QUEM MATOU GABRIEL?

1 mês sem Geovane Gabriel. Exigimos justiça!

As balas da polícia e o racismo arrancam o futuro de jovens negros em todo o mundo, como vimos com João Pedro no RJ, o menino Miguel no Recife. A fúria negra contra o assassinato de George Floyd nos EUA feito pelas mãos do policial Chauvin e a revolta dos entregadores contra a repressão policial que quis sufocar um manifestante em paralisação em SP ontem, terça (14), justamente há um mês do assassinato de Geovane Gabriel no RN, são exemplos de que a força da população negra e dos trabalhadores podem dar respostas.

quarta-feira 15 de julho| Edição do dia

Bolsonaro, os militares de seu governo, e governadores como Witzel (PSC) no RJ fortalecem o papel repressivo e racista da polícia, dos militares e do Estado, em meio à pandemia. Em Natal-RN, o prefeito Álvaro Dias (PSDB) também coloca os termos de reabertura econômica, com leitos lotados, exposição de trabalhadores não essenciais, nas mãos da Guarda Municipal.

E justamente há um mês, quando Gabriel foi assassinado no RN, o estado registrava 201 de 500 óbitos de covid-19 eram de negros. Basta de morrer por covid, pelas balas da polícia, pelos lucros dos capitalistas.

Há um mês estamos sem Gabriel, jovem negro de 18 anos, do bairro Guarapes, que desapareceu no dia 5 de junho após ter saído de casa para a casa de sua namorada em Parnamirim. Geovane Gabriel nunca chegou na casa da namorada, e a última vez que foi visto foi sendo abordado pela PM. Nunca retornou. Amigos e familiares realizaram busca independente, porque a polícia não se prestou nem a esse papel.

Na manhã do domingo (7 de junho), 9 dias depois do desaparecimento, seu corpo foi encontrado sem vida na comunidade Pau Brasil do município de São José do Mipibu, Grande Natal. A PM se recusou a investigar o caso.

A morte de Gabriel é de responsabilidade da PM da governadora Fátima Bezerra (PT), que sarcasticamente parabenizou os 180 anos da PM no estado, homenageando essa herança da escravidão e da ditadura que é a polícia.

Por isso, é necessária uma investigação e que ela seja independente, que acompanhe e controle todo o processo, com defensores dos direitos humanos, sindicatos, familiares, movimentos sociais e todos aqueles que, ao contrário da polícia e do judiciário, não tem rabo preso com os interesses dos empresários, para escancararmos a verdade, sem confiança nesse Estado racista.

Como mostra a fúria negra nos EUA, a revolta dos entregadores, é necessário questionar até o final o papel da polícia. A polícia existe para defender o lucro dos empresários e assassina negros para conter aqueles que mais são explorados pelos patrões e sofrem com as piores condições de vida nesse país. É herdeira da escravidão e isso não há como mudar, a luta por justiça por George Floyd, João Pedro, Marielle e Gabriel deve ser uma luta pelo fim das operações policiais, das forças especiais (como o BOPE), dos tribunais militares que sustentam a impunidade. Os crimes dos policiais têm que ser julgados por tribunais populares. Fica nítido que não é possível reformar a polícia ou humanizá-la, tomar medidas paliativas de somente desmilitarização, como colocam setores da esquerda, do PSOL, que são diferentes do próprio PT, porque na verdade este fortaleceu as forças repressivas, polícia e milícias, que hoje são base de Bolsonaro, em seus anos de governo. Por isso, inclusive, é necessário o completo fim dessa instituição, a polícia de conjunto, militar e civil, que é máquina de matar gente.

Nós do Esquerda Diário no colocamos todas as nossas forças para denunciar e combater a repressão do Estado, recebendo e publicando denúncias, assim como chamamos a se organizar contra o racismo e o capitalismo, expostos pela miséria dos governos para manter os lucros dos empresários!


Hoje, quarta (15), 18h30. Via Google Meet, entre em contato para participar: (84) 98730 0453 e escute o episódio do Podcast Feminismo e Marxismo do Esquerda Diário "Mulheres negras e o marxismo

Justiça por Gabriel!




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