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05/12: Parar SP para derrotar o SAMPAPREV, o Escola sem Partido e todos os ataques

Mais de 2.000 representantes de escola deliberam construir no dia 05/12 uma assembleia com paralisação da categoria de professores e trabalhadores da educação contra o SAMPAPREV, com amplo chamado ao funcionalismo municipal e à CUT que dirige a maioria dos sindicatos do município para se somarem à essa luta.

quarta-feira 28 de novembro| Edição do dia

Hoje na reunião de representantes de escola do SINPEEM onde estiveram presentes mais de 2.000 trabalhadores da educação foi debatida a construção de uma paralisação da categoria no dia 05/12 contra o SAMPAPREV e a Reforma da Previdência, com chamado ao funcionalismo municipal para que construa também esse dia, unindo a força de todos os servidores para golpear com um só punho esse ataque à aposentadoria desde o município.

Sabemos que os interesses por aprovar à toque de caixa o SAMPAPREV estão diretamente ligados a vitória de Jair Bolsonaro (PSL) já que sua eleição tem um primeiro e importante objetivo: despejar as contas da crise nas costas dos trabalhadores, à começar pela Reforma da Previdência que Temer não conseguiu aprovar, sendo Bolsonaro uma continuidade desse governo e mais um capítulo do golpe institucional mas com um discurso ainda mais autoritário para garantir que se aprovem os ataques aos parcos direitos da classe.

Querem derrotar os professores e o funcionalismo público, especialmente porque assim como demonstramos em março desse ano com uma greve que colocou mais de 100.000 nas ruas e impôs uma derrota a João Dória do PSDB, Bolsonaro e os golpistas sabem que encontrarão nesses setores a vanguarda da resistência, assim como na juventude, não à toa querem aprovar também esse ano o projeto Escola sem Partido.

Exatamente por isso, nós do Movimento Nossa Educação fomos parte da batalha durante a reunião de hoje para que a luta contra o SAMPAPREV seja construída na mais ampla unidade com todos os servidores municipais afinal somos uma única classe, fazendo desde o SINPEEM um chamado à CUT que dirige a maioria dos sindicatos do funcionalismo para que não só construa o dia 05/12 convocando ato e paralisação nas categorias, mas também que rompa com a trégua que declarou à Reforma da Previdência junto à CTB, Força Sindical e a NCST no seminário das Centrais sobre a Reforma passada, onde concluíram que o governo Bolsonaro poderia propor uma Reforma da Previdência “justa”, o que é uma grande ilusão e pode levar à classe a uma grande derrota, sendo que desde já é preciso dizer não a qualquer proposta de Reforma, pois sabemos que na natureza desse ataque existe um único interesse: resolver a crise para os patrões atacando os trabalhadores.

Mas além disso, levantamos também a necessidade de que organize imediatamente uma luta séria contra o Escola sem Partido, que não só pode ser votado na Câmara dos Deputados e virar Lei, como já foi colocado em pauta na última semana na própria Câmara dos Vereadores do município. Exatamente por isso, a paralisação do dia 05/12 precisa ser também contra esse importante ataque contra os professores e os estudantes.

Além da exigência para que Claudio Fonseca, presidente do SINPEEM e contraditoriamente vereador do PPS, rompa com a sua paralisia impulsionado por seus interesses políticos e coloque todo o aparato do sindicato para que nenhuma escola abra dia 05, organizando passagens nas escolas para dialogar com a categoria, panfletagens, chamadas na TV e uma forte campanha nas redes sociais e no site do Sindicato e que na assembleia, os professores e servidores possam ter voz para decidir os rumos dessa luta.

Dia 05/12 paremos São Paulo contra todos os ataques, mostrando aos trabalhadores de todo país como derrotar a Reforma da Previdência, esse é o nosso chamado, vejam e compartilhem nossas intervenções:

Professora Grazieli, do Movimento Nossa Classe Educação e do MRT:

Professor Sergio, do Movimento Nossa Classe Educação:

Professora Marlete, do Movimento Nossa Classe Educação:




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